Equipe econômica vê espaço para ampliar valor do Bolsa Família a 17 milhões de pessoas em 2022

Hoje, o programa atende 14,7 milhões de famílias pagando, em média, R$ 190; novo valor seria por volta de R$ 300

  • Por Jovem Pan
  • 30/07/2021 07h40 - Atualizado em 30/07/2021 11h07
Jefferson Rudy/ Agência SenadoSecretário afirmou que houve uma projeção de uma folga maior no teto com a revisão nas bases de certos gastos obrigatórios

O presidente Jair Bolsonaro confirmou a jornalistas, na quinta-feira, 30, que uma reunião nesta sexta-feira deve definir o valor do novo Bolsa Família. Isso acontece, segundo apresentou ontem o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, por conta de o governo ganhar margem de adicional de até R$ 30 bilhões dentro do teto de gastos de 2022. Assim, seria possível incrementar o Bolsa Família e pagar um valor médio de R$ 300 a 17 milhões de beneficiários. Hoje, o programa atende 14,7 milhões de famílias pagando, em média, R$ 190. Bittencourt falou sobre a possibilidade da ampliação.

“Então, esse espaço, nós estamos vendo se seria compatível com o programa nessa magnitude. Não estou falando de desenho, isso não está na alçada do Ministério da Economia.” O secretário afirmou que houve uma projeção de uma folga maior no teto com a revisão nas bases de certos gastos obrigatórios. Assim, o espaço de despesas não obrigatórias dentro do teto de gastos passou de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões para R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões. Também foram apresentados ontem outros números do Tesouro Nacional. O país está com um déficit primário de R$ 53,6 bilhões nas contas do primeiro semestre.

É o terceiro pior desempenho para o período na série histórica iniciada em 1997. O secretário também comentou a possível diminuição de R$ 60 bilhões a R$ 70 bilhões na meta de 2022. Para ele, há bons olhos na medida. “Uma revisão da meta no sentido de uma aceleração no processo de consolidação fiscal é vista com bons olhos. A questão é que ainda temos muitos temas em aberto para 2022 que precisam ser endereçados antes de ser tomada essa decisão.” Isso passa pelo reajuste para servidores públicos, programas sociais e a esperada reforma tributária.

*Com informações do repórter Fernando Martins