Equipes continuam trabalhos de busca e resgate após desabamento de ponte na Itália

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2018 07h05 - Atualizado em 15/08/2018 08h01
EFEA maior parte da estrutura, que tinha 100 metros de altura, caiu no leito do córrego Polcevera, mas trechos enormes desabaram em casas, galpões e ruas abaixo

As informações sobre o número de vítimas depois do desabamento de uma ponte em Gênova, na Itália, ainda são desencontradas. Equipes trabalharam o dia todo e durante a madrugada entre os escombros nas operações de busca e resgate dos sobreviventes.

Na manhã de terça-feira (14), pouco antes do meio dia no horário local, parte do viaduto Polcevera, conhecido como Ponte Morandi, desabou durante uma forte chuva que atingia a região. Por ela, passa a rodovia A10, que cruza a cidade de Gênova e liga cidades do Norte da Itália ao Sul da França.

A Defesa Civil afirmou que no momento do colapso, cerca de 30 carros e dez caminhões estavam em trânsito.

O gerente de Operações de Coordenação de Emergência do Departamento de Proteção Civil, Luigi D’Angelo, destacou que as principais atividades atualmente em curso são as de busca e resgate das pessoas envolvidas no desmoronamento.

A maior parte da estrutura, que tinha 100 metros de altura, caiu no leito do córrego Polcevera, mas trechos enormes desabaram em casas, galpões e ruas abaixo.

O jogador de futebol Davide Capello foi um dos sobreviventes da tragédia. Em entrevista ao jornal La Reppublica, ele contou que o carro em que estava despencou de uma altura de 30 metros e disse que se sentiu como em um milagre.

A brasileira Adriana Lima, que vive em Gênova, explicou que a região montanhosa tem muitas pontes, elevadores e viadutos, e declarou que nunca tinha presenciado um acidente do tipo no local.

Algumas testemunhas disseram que viram um “raio” antes da queda do viaduto. Adriana Lima também contou que a Ponte Morandi era alvo de críticas.

De acordo com o jornal La Reppublica, um engenheiro professor da Universidade de Gênova, Antonio Brencich, já falava sobre problemas na ponte desde 2016. O jornal aponta que o estudioso citava a constante manutenção da estrutura, que sofria sérios problemas de corrosão.

Ainda não se sabe o motivo exato do desabamento, mas a empresa responsável pela via se pronunciou dizendo que investiga o caso. As autoridades já afirmaram que o viaduto inteiro precisará ser demolido.

*Informações da repórter Marcella Lourenzetto