Estado de SP registra quatro casos de feminicídio durante o feriado

  • Por Jovem Pan
  • 15/10/2018 07h08 - Atualizado em 15/10/2018 08h41
PixabayOs quatro casos têm em comum o fato das vítimas terem morrido nas mãos dos ex-companheiros e apenas por serem mulheres, o que configura feminicídio

Durante o feriado prolongado, o Estado de São Paulo registrou pelo menos quatro casos de feminicídio. Todas as mulheres foram mortas pelos ex-companheiros.

Em Guarulhos, Elen Bandeira, de 22 anos, foi baleada cinco vezes pelo ex-namorado na madrugada deste domingo (14). Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Depois dos disparos, Richardson Jonhnison Silva, de 30 anos, fugiu para uma igreja, mas acabou sendo preso em seguida.

Na sexta-feira (12), Renata Basso Beisman, de 46 anos, também foi baleada pelo marido Evandro Humberto Ruza, de 45 anos. O caso aconteceu em Sumaré, no interior paulista. Vizinhos contam que os dois estavam em processo de separação, mas ele usou os filhos como pretexto para visitar a mulher. Ele pediu que as crianças saíssem de casa antes de tirar a vida dela e cometer suicídio.

Outra história de violência, no mesmo dia, acabou em morte no bairro do Campo Limpo, zona sul da capital. Renata Solange de Souza, de 34 anos, morreu após ser baleada pelo ex-marido. Uma testemunha conseguiu identificar o local onde José Manuel da Silva, de 47 anos, estava escondido. O homem foi preso e confessou o crime.

A polícia agora procura outro suspeito de mais um caso de feminicídio. Com o rosto e o corpo queimados pelo namorado, Sheron Chaves Monteiro, de 34 anos, foi deixada sozinha para morrer em casa, na segunda-feira passada (08). A família encontrou a vítima e a levou para o hospital, mas era tarde. Sheron morreu na sexta-feira e o ex-namorado, Alex Alexandre Ferreira, de 41 anos, continua foragido.

Os quatro casos têm em comum o fato das vítimas terem morrido nas mãos dos ex-companheiros e apenas por serem mulheres, o que configura feminicídio.

Os registros desse tipo de crime aumentaram 12% de janeiro a agosto deste ano em São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todos os casos estão sendo investigados.

*Informações da repórter Marcella Lourenzetto