‘Estamos vivendo momento de criminalização da política’, diz defesa de Ciro Nogueira após operação da PF

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2018 07h37
Agência Brasil"É comprovação de que estamos vivendo momento de criminalização da política”, disse Kakay

A Polícia Federal fez busca e apreensão em dois endereços ligados ao senador Ciro Nogueira, do PP, em Teresina, no Piauí.

A operação foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Os mandados foram cumpridos em decorrência do inquérito que apura os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa supostamente praticados por empresários, políticos e doleiros.

Ciro Nogueira é presidente do PP e é candidato à reeleição no Senado. De acordo com a pesquisa Ibope divulgada na semana passada, ele liderava as intenções de voto, com 36%.

O advogado de defesa de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, esclareceu que os mandados não foram cumpridos na casa nem no escritório político do senador e criticou a decisão judicial que autorizou a operação há poucos dias das eleições.

“Não há nenhum fato novo. O inquérito foi aberto no STF há 18 meses. Uma busca e apreensão a 10 dias da eleição, sendo que senador está fazendo disputa dura para se reeleger, eu sinceramente acho que é comprovação de que estamos vivendo momento de criminalização da política”, disse Kakay.

As investigações são baseadas nos acordos de delação premiada de executivos da Odebrecht com o Ministério Público. Em abril do ano passado, o STF abriu o inquérito a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Ciro Nogueira é suspeito de receber R$ 1,6 milhão entre os anos de 2010 e 2014, para sua campanha eleitoral e para o próprio partido. Ainda segundo o inquérito, o parlamentar recebeu R$ 300 mil em 2010, quando ainda era deputado federal, e R$ 1,3 milhão em 2014.

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*Informações do repórter Arthur Scotti