Etchegoyen diz que uso de carro aberto dependerá de Bolsonaro: ‘Vamos deixar a surpresa para a festa’

  • Por Jovem Pan
  • 19/12/2018 09h01
Marcos Corrêa/PREtchegoyen lembrou ainda que a segurança do presidente eleito é a segurança de todos que estão na cerimônia, inclusive os civis que acompanham o rito

A posse do presidente eleito Jair Bolsonaro no dia 1º de janeiro de 2019 será repleta de esquemas de segurança severas para evitar que graves incidentes ocorram. Um dos pontos ainda não definidos, entretanto, é sobre o uso de um carro aberto ou fechado.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, afirmou que “obviamente” o carro fechado é mais seguro, mas que a escolha será do presidente eleito.

“A decisão se ele irá de carro aberto ou fechado, como as circunstâncias são dinâmicas, a segurança vai sugerir para ele a melhor opção. Mas só será divulgado no momento. Vamos deixar para ser a surpresa da festa (…) Não temos como prever qual será a vontade do presidente naquele momento”, disse.

Etchegoyen lembrou ainda que a segurança do presidente eleito é a segurança de todos que estão na cerimônia, inclusive os civis que acompanham o rito. “O presidente deixa de ser uma pessoa para ser uma instituição. Ele representa o próprio país e os que o elegeram merecem que o presidente chegue íntegro”, completou.

Interdições e proibições para o dia da posse

A Esplanada será interditada a partir das 0h do dia 30 de dezembro. No dia 31, não haverá expediente de funcionários nos ministérios.

Segundo o Palácio do Planalto, não poderão ser levados para a Esplanada dos Ministérios no dia da posse armas de fogo, objetos cortantes, drones, produtos inflamáveis, fogos de artifício, apontadores laser, sprays, garrafas, bebidas alcoólicas, guarda-chuva, animais, bolsas e mochilas, máscaras, e carrinhos de bebê.

O GSI também divulgou procedimentos de segurança para o caso de ataques com agente químico, biológico, radiológico e nuclear. O panfleto informa que, se as pessoas apresentarem náusea, dor de cabeça, vermelhidão na pele, dificuldades para respirar e bolhas na pele, é possível que haja uma contaminação. O texto orienta que o público deve comunicar a ameaça ao encarregado de segurança, abandone o local e não toque no objeto que possa ser o causador da contaminação.

Confira a entrevista completa com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen: