EUA recomendam segunda dose de vacina contra febre amarela

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2018 06h17
Valdecir Galor/SMCS O infectologista Marcos Boulos acredita que uma segunda dose da vacina só seria recomendada caso a primeira tenha sido tomada em um intervalo maior que 10 anos

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos publicou um comunicado onde diz que pessoas que vão viajar para áreas com surtos contínuos de febre amarela podem considerar tomar uma dose de reforço da vacina.

A notícia vai contra a recomendação da Organização Mundial da Saúde que diz que apenas uma dose é suficiente para proteger a pessoa durante toda a vida.

No Brasil, até o ano passado, recomendava-se um reforço após 10 anos mas, desde abril de 2017, o Ministério da Saúde passou a adotar dose única para qualquer área com a recomendação da vacina.

Para o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Marcos Boulos, se trata de um excesso de zelo do governo americano: “eu acho que é uma atitude exagerada, eles são exagerados e às vezes não levam questões técnicas em evidência. Isso é excesso de zelo desnecessário”.

O infectologista Marcos Boulos acredita que uma segunda dose da vacina só seria recomendada caso a primeira tenha sido tomada em um intervalo maior que 10 anos.

Para os portadores de doenças imunodepressivas, como HIV, as condições devem ser avaliadas pelo médico responsável, uma vez que o uso do coquetel de tratamento já coloca este paciente em uma condição estável para garantir a eficácia da vacina.

O Centro de Controle de Doenças dos EUA está recomendando a segunda dose da imunização contra a febre amarela para americanos com destino a SP, Rio de Janeiro e Minas, estados citados como regiões de risco.

A indicação no site da entidade médica estrangeira vem acompanhada de um alerta de mortes pela doença registradas em turistas que estiveram em Ilha Grande, no Rio, e em outros lugares do Brasil.

*Informações da repórter Neila Carvalho