Ex-premiê quer que britânicos participem de nova votação sobre o Brexit

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 04/12/2017 09h19
Reprodução/FacebookBlair quer que os britânicos participem de uma nova votação, para garantir que é isso mesmo que o povo do Reino Unido quer para o país

Não é exagero dizer que muita gente no Reino Unido ainda duvida que o país vai mesmo se desfiliar da União Europeia.

Entre essas pessoas está ninguém menos que o ex-primeiro-ministro Tony Blair, que governou os britânicos entre 1997 e 2007. O trabalhista reconheceu neste domingo (03) em uma entrevista à BBC que está trabalhando para reverter a decisão do ano passado.

Blair quer que os britânicos participem de uma nova votação, para garantir que é isso mesmo que o povo do Reino Unido quer para o país.

Segundo o ex-primeiro-ministro, não se trata de desconsiderar a vontade popular manifestada nas urnas um ano e meio atrás. Para ele, os eleitores foram ludibriados com promessas que evidentemente não serão cumpridas.

A maior delas era de que o sistema de saúde seria beneficiado com 350 milhões de libras por semana com o dinheiro que os britânicos deixariam de gastar com a União Europeia.

Hoje está claro que além de não sobrar dinheiro nenhum, a Grã-Bretanha ainda vai ter que desembolsar uma fortuna para compensar os europeus. Por isso, Tony Blair acredita que existe clima político suficiente para um novo referendo na tentativa de reverter o Brexit.

Nesta segunda-feira (04), a primeira-ministra Theresa May terá um encontro com o presidente da comissão europeia, Jean Claude Junker para discutir as negociações do divórcio europeu.

Dois dos três pontos cruciais desta primeira fase parecem estar resolvidos: o valor do pagamento compensatório que a Grã-Bretanha vai fazer para a União Europeia, fala-se em 50 bilhões de libras. E também a situação dos imigrantes europeus que estão no país. Falta ainda definir a situação da fronteira da Irlanda, que tem emperrado as negociações até aqui.