Ex-presidente do BC diz que levará a presidente eleito ‘projeto de redesenho da Previdência muito justo’

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2018 11h56 - Atualizado em 22/10/2018 20h24
Reprodução/Youtube"Ele existe, é colaboração apartidária e será apresentado a quem se eleger. É coisa para presidente eleito e não candidato”, revelou

Na reta final da corrida pela Presidência da República, a preocupação com questões relevantes da economia ficam cada vez mais cobradas por especialistas, que criticam o fato de os candidatos deixarem-nas de lado.

Em entrevista à Jovem Pan, o ex-presidente do Banco Central, o economista Armínio Fraga, afirmou que o Brasil precisa ter coragem e transparência para encarar os fatos. “Não há desenvolvimento sem essas posturas que precisam ser muito claras com quem quer que seja na Presidência”, disse.

O economista relembrou que há um ano cogitava participar do Governo na candidatura de Luciana Huck, que mais tarde foi descartada pelo apresentador. “Há um ano, eu estava considerando participar de um governo com Luciano Huck, depois tomei decisão de não ser esse meu caminho. Mas como já tinha adiantado alguns trabalhos, levei adiante coordenando um grupo que fez um projeto de redesenho da Previdência muito completo, muito justo, muito bacana. Ele existe, é colaboração apartidária e será apresentado a quem se eleger. É coisa para presidente eleito e não candidato”, revelou.

Armínio Fraga destacou que há também um projeto para a reforma do Estado e que “pode ter alguma utilidade” ao próximo presidente. Declarando sua postura de resistência independentemente daquele que for eleito, o economista disse que colaborará se for possível, “mas sem ir para o Governo”.

O ex-presidente do BC ressaltou ainda que na área econômica há três temas a serem abordados no próximo mandato presidencial como a reestatização do Estado, fim do Bolsa-Empresário e a produtividade.

“Temos que reconhecer que nossa situação fiscal é muito precária. A reforma fiscal começa pela previdência. Temos previdência que hoje gera nível de despesa crescente e muto grande. Segundo ponto é fazer revisão total do orçamento, que está todo engessado. Temos que colocar na mão dos eleitos a chance de arrumar a casa. Ajuste precisa ocorrer de forma crível e logo. O Brasil precisa se acalmar, encarar os fatos, pensar e reestatizar o Estado para que ele funcione para a sociedade e não grupos privilegiados”, finalizou.

Ouça a entrevista na íntegra: