Explosão dentro de metrô em Londres deixa diversos feridos

  • Por Jovem Pan - Londres
  • 15/09/2017 06h33 - Atualizado em 15/09/2017 10h09
O que se sabe até agora é que houve uma explosão na estação Parsons Green, que fica no sudoeste de Londres

A capital britânica começou a sexta-feira (15) em alerta por causa de uma explosão na estação Parsons Green do metrô da cidade no início da manhã.

Autoridades investigam a motivação terrorista do atentado. A polícia metropolitana de Londres, conhecida como Scotland Yard confirmou que trata o ocorrido como um ataque “terrorista”, que provocou uma “bola de fogo” em um trem repleto de passageiros. Ao menos 22 pessoas ficaram feridas após a explosão, informou o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês).

A explosão ocorreu por volta das 08h20 no horário da Inglaterra, 04h20 em Brasília. Um artefato de fabricação caseira provocou a explosão, informou o chefe da unidade antiterrorista da Scotland Yard, Mark Rowley. Imagens de câmeras de segurança do metrô estão sendo analisadas, mas ainda não há informações se alguém foi detido pelo ataque. Uma ampla operação de busca é conduzida pela polícia em parceria com o MI5, o serviço de inteligência britânico que opera no território nacional.

Segundo os meios de comunicação locais, que citam fontes policiais, o artefato explodiu parcialmente e o suposto objetivo era que detonasse totalmente, o que teria provocado numerosas vítimas por ter acontecido no horário de pico da manhã.

O serviço de ambulância de Londres (London Ambulance Service) disse que chegou ao local 5 minutos após ser solicitado e pediu, em nota, que seja acionado pelos britânicos apenas em caso de real emergência, dado que os profissionais estão muito ocupados no momento socorrendo as vítimas do atentado.

Esse é o horário de pico no metrô que fica absolutamente lotado. Testemunhas dizem que houve pânico entre os passageiros que tentaram sair da plataforma e no meio da confusão algumas pessoas ficaram feridas.

 

A explosão, que provocou um incêndio, aconteceu em um recipiente branco que estava dentro de uma bolsa de supermercado em um vagão de um trem com capacidade para 865 passageiros (veja no vídeo mais abaixo).

A operação policial de busca se centra em identificar o indivíduo ou indivíduos que transportaram o artefato até o vagão e se este foi detonado pessoalmente ou por controle remoto. O fato de ele não ter sido detonado completamente pode ajudar na investigação.

O artefato usado neste atentado terrorista será examinado por especialistas forenses, que esperam encontrar pistas sobre os responsáveis assim que determinarem o método de fabricação, os produtos químicos e o tipo de detonador.

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa Mai, vai fazer esta tarde uma reunião do comitê de emergência Cobra, formado pelos principais ministros do Governo. Downing Street disse que a primeira-ministra, Theresa May, está “recebendo atualizações regulares” sobre a situação. “Meus pensamentos neste momento estão com as pessoas feridas em Parsons Green”, disse ela, por meio de uma nota oficial.

Uma fonte disse que a Polícia Britânica de Transportes (BTP) declarou um “grande incidente”. O comando antiterrorista de Scotland Yard assumiu a liderança na investigação.

Seis caminhões dos bombeiros foram enviados para o local, mais de 50 homens estão trabalhando na estação Parsons Green, o que dá uma dimensão da resposta das autoridades para o que aconteceu.

Algumas imagens circulando na internet mostram um balde grande branco, dentro de uma sacola, pegando fogo. Ele teria explodido dentro do vagão:

Testemunhas relatam que vários passageiros sofreram queimaduras no rosto. Outros ficaram feridos durante a confusão para deixar a estação.

Somente uma parte da linha onde fica essa estação, a District Line, está suspensa – entre as estações de Wimbledon e Earls Court. É um trecho grande, é verdade, mas o resto do sistema todo está funcionando, o que pode indicar que as autoridades não identificam um risco maior neste momento.

A polícia armada também se encontra na estação Parsons Green (Fulham), onde o incidente teria começado.

Inclusive, o ministro do Exterior britânico, Boris Johnson, apareceu na televisão pela manhã pedindo calma à população e que todos sigam suas vidas normalmente, apesar dessa notícia que deixa todo mundo muito assustado porque a vida em Londres gira em torno do metrô.

Atentados anteriores

O Reino Unido sofreu vários atentados em 2017, como o de março em frente ao parlamento de Londres; o do estádio Manchester Arena, no norte da Inglaterra, em maio; o da London Bridge, em junho, e outro, também nesse mesmo mês, em uma mesquita do norte da capital britânica.

Já o metrô é outro símbolo muito forte da capital britânica, quase que onipresente.

Em 2005 uma série de atentados ocorreu nos trens do underground londrino, quando mais de 52 pessoas foram mortas e mais de 700 ficaram feridas em quatro explosões nas estações da capital britânica.

Informações do correspondente Jovem Pan em Londres, Ulisses Neto, com complementos da agência EFE