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Febraban defende limitar ou suspender temporariamente Pix para bets

Atualmente, essa forma de pagamento representa cerca de 90% das transferências para as plataformas de apostas

Luisa Cardoso

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está avaliando a possibilidade de propor ao governo a criação de uma força-tarefa dedicada a estudar o impacto das apostas esportivas virtuais na renda das famílias brasileiras. Esta iniciativa visa incluir a participação de representantes do governo, do setor produtivo e dos bancos, visando entender melhor as consequências econômicas e sociais. Recentemente, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, reuniu-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o impacto das apostas na economia do país, sugerindo a formação de um grupo de trabalho conjunto para monitorar o crescimento do setor e mitigar possíveis efeitos negativos. Uma das propostas da Febraban é a suspensão temporária de todos os meios de pagamento instantâneos, incluindo o popular Pix, para as apostas esportivas. O Pix atualmente representa cerca de 90% das transferências para as plataformas de apostas, o que levanta preocupações sobre a segurança e o controle financeiro.

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Sidney mencionou as restrições de segurança nas transferências automáticas, como as que já existem para o Pix, como uma medida preventiva contra roubos e fraudes. Ele enfatizou que, embora a Febraban não tenha a função de propor políticas públicas, os dados do Banco Central sobre o endividamento das famílias devido às apostas são alarmantes e merecem atenção. A força-tarefa proposta teria um prazo razoável para analisar os impactos socioeconômicos das atividades de apostas, enquanto os meios de pagamento instantâneos seriam suspensos até que o setor fosse devidamente regulamentado, o que está previsto para ocorrer em janeiro. O Ministério da Fazenda já deu início ao controle do mercado de apostas, apresentando uma lista de plataformas que solicitaram autorização para operar no Brasil, como parte dos esforços para garantir a segurança e a legalidade das operações.

Publicado por Luisa Cardoso
*Reportagem produzida com auxílio de IA

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