Federação do PSDB com Cidadania representa ‘novo caminho’ para o eleitor, diz Marco Vinholi

Presidente do diretório tucano em São Paulo aponta João Doria como o ‘mais indicado’ para disputa à presidência, mas admite que definição será discutida pelas legendas

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2022 09h20 - Atualizado em 21/02/2022 10h49
ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO Marco Vinholi em evento das prévias do PSDB Para o presidente estadual, a federação é o modelo que vai permitir um maior diálogo entre o Executivo e o Legislativo

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) vai decidir nas próximas semanas sobre a possível federação com o Cidadania. A proposta é que as legendas definam, a partir de uma comissão mista, o novo estatuto até 31 de maio, que será válido pelos quatro anos de “casamento” dos partidos, tempo mínimo exigido para as federações. “É um passo muito importante dentro de uma coerência programática de parceiros desde a época de Fernando Henrique Cardoso. Portanto, é um novo caminho sendo apresentado para o eleitor brasileiro”, afirmou Marco Vinholi, presidente do diretório tucano em São Paulo e secretário de Desenvolvimento Regional do Estado. “Essa federação é muito importante para o país”, completou, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News

Definida a união partidária entre PSDB e Cidadania, os partidos terão que definir quem será o candidato da federação à presidência da República. Do lado dos tucanos, o governador de São Paulo, João Doria, venceu as prévias eleitorais da legenda e já é confirmado na disputa. No entanto, pelo Cidadania, o senador Alessandro Vieira também é pré-candidato ao Palácio do Planalto, o que vai exigir uma decisão da federação. Sobre o possível embate, Marco Vinholi coloca Doria como o mais indicado. “É um passo importante. No meu entendimento, nós tivemos prévias no PSDB, o governador João Doria é o nome mais indicado, mas vamos decidir em conjunto”, reforçou.

Para o presidente estadual, a federação é o modelo que vai permitir um maior diálogo entre o Executivo e o Legislativo. “Tantas vezes foi indicado que o modelo de tratamento com o Congresso Nacional, o estabelecimento junto à Câmara deveria ser mais programático e com uma relação constante e sustentável. Isso vai se dar por esse modelo. O eleitor enxerga esses dois partidos com programas muito próximos. Então faz muito sentido, vejo somente ganhos não só para os dois partidos, mas também para o Brasil”, finalizou.