FHC critica ‘onda conservadora’; Marta reafirma desejo por nova política

O lado de Bruno Covas, o ex-presidente e a ex-prefeita de São Paulo defenderam uma união entre os partidos para os próximos anos

  • Por Jovem Pan
  • 30/11/2020 07h25 - Atualizado em 30/11/2020 09h21
ALLISON SALES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOFernando Henrique Cardoso criticou o que chamou de 'onda conservadora' existente no Brasil

No segundo turno das eleições paulistas, os apoiadores de Bruno Covas voltaram a dizer que o pleito deste ano pode abrir espaço para uma nova política. Acompanhados do tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, João Doria e a ex-prefeita Marta Suplicy votaram neste domingo, 30, em São Paulo. Marta Suplicy destacou que a “frente ampla” formada pelo grupo deve continuar no período pós-eleitoral e elogiou a postura dos dois candidatos finalistas da capital. “A frente ampla está começando, gente, essa é a semente. Foi muito legal poder ter duas pessoas democratas, que são contra esse fascismos autoritário do país, simbolizado pelo Bolsonaro, e que se portaram bem. Claro, disputa política acontece”, disse.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou o que chamou de “onda conservadora” existente no Brasil e defendeu uma união entre os partidos para os próximos anos. “Onda conservadora é sempre perigoso, tem que tomar cuidado. Eu sou contra, quanto mais aberto e social, mais social, melhor. Sempre fui favorável quer houvesse união entre os partidos. O Brasil tem que forçar as pessoas a entender o jogo do poder. Se for possível fazer uma frente acho bom, sou favorável”, disse. Durante o dia, Bruno Covas e João Doria também defenderam o voto eletrônico. Em resposta às declarações do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a questionar a segurança do sistema e pedir pelo voto impresso, os tucanos ressaltaram que não há nenhuma indicação de que as urnas brasileiras sejam vulneráveis.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini