Final de semana é marcado por protestos ao redor do mundo

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2019 07h07
EFEEm Hong Kong, polícia e manifestantes pró democracia entraram em confronto, neste domingo (20)

O fim de semana foi marcado por protestos em diversos locais ao redor do mundo. Em Hong Kong, polícia e manifestantes pró democracia entraram em confronto, neste domingo (20).

Uma marcha, considerada ilegal pelas autoridades, atraiu milhares de pessoas às ruas do centro comercial de Tsim Sha Tsui.

A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar a multidão, que revidou com coquetéis molotov. Centenas de lojas e bancos, além de estações de metrô, foram destruídos.

A manifestação marcou o 20º fim de semana consecutivo de atos pró democracia em Hong Kong. 

Os protestos começaram há quatro meses como resposta a um projeto de lei que autorizava extradições para a China continental.

Mesmo com a suspensão do texto, manifestantes retornaram às ruas em novas passeatas pela manutenção da autonomia da cidade.

Barcelona

Já em Barcelona, manifestantes a favor da independência da Catalunha jogaram sacos de lixo em frente ao escritório do governo espanhol. Manifestantes contrários à separação também se reuniram neste domingo.

Centenas de pessoas compareceram à praça Sant Jaume, diante da sede do governo catalão. O protesto foi uma resposta ao movimento que ocupou as ruas nos últimos dias pela independência da região.

Líbano

No Líbano, milhares de pessoas foram às ruas neste domingo contra a corrupção e o aumento de impostos. O ato marcou o 4º dia de protestos na região.

O movimento nasceu após o anúncio de uma tarifa para as ligações feitas pelo aplicativo WhatsApp.

Mesmo com o cancelamento da medida, manifestantes voltaram às ruas. Desta vez, o alvo do protesto foi a situação econômica e política do país.

Bangladesh

Já em Bangladesh pelo menos quatro pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas em protestos, também neste domingo.

Os atos tiveram início após hackers usarem o perfil de um Hindu no Facebook para fazer comentários ofensivos ao profeta Maomé.

*Com informações da repórter Larissa Coelho