Fintechs serão as mais afetadas pelo aumento de impostos no setor bancário

A Medida Provisória editada pelo governo eleva de 20% para 25% a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2021 11h01
ReproduçãoA Medida Provisória editada pelo governo também aumenta de 15% para 20% a alíquota para corretoras de câmbio e administradoras de cartões de crédito

As fintechs serão afetadas pelo aumento de impostos no setor bancário. Para compensar a não incidência do PIS/Cofins nos diesel e gás, o presidente Jair Bolsonaro elevou de 20% para 25% a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido, a ser paga pelos bancos, entre julho e o final de dezembro. A advogada Ester Santana explica que a medida vai encarecer os custos aos consumidores. “Se você pensar em uma alíquota combinada de Imposto de Renda com a contribuição social, você tem a tributação dos juros bancários em 50%, que é uma das maiores alíquotas do mundo. Então não tenho dúvida que as fintechs vão ser afetadas mais do que as empresas que são tratadas como instituição financeira.”

A elevação do crédito ocorre em um momento econômico desfavorável no Brasil. Uma pesquisa do Grupo H aponta que 58% dos trabalhadores com carteira assinada possuem em média duas pendências com o Serasa. O CEO Fernando Ferraz explica o reflexo nas pessoas que tiveram redução de salário na pandemia. “Muitas pessoas sofreram com isso, imagina você com o seu salário todo mês de R$ 1.000 e aquele salário ser reduzido para R$ 500. Se você tem um orçamento apertado, isso afeta e acaba gerando aumento das dívidas.” A Medida Provisória editada pelo governo também aumenta de 15% para 20% a alíquota para corretoras de câmbio e administradoras de cartões de crédito.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos