Fiocruz aponta tendência de alta nos casos graves de síndrome respiratória pelo Brasil

Mortes continuam em queda em boa parte dos Estados; no Acre, Mato Grosso do Sul e Amazonas há sinal de elevação

  • Por Jovem Pan
  • 05/08/2021 10h48 - Atualizado em 05/08/2021 17h47
FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOEstudo analisa as últimas seis semanas e o sinal moderado de alta ocorre nas últimas três semanas

O boletim da Fiocruz aponta reversão na tendência de queda dos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil. A partir da pandemia da Covid-19, em 2020, os números começaram a subir em uma possível evidência da subnotificação dos óbitos pelo coronavírus. O estudo analisa as últimas seis semanas e o sinal moderado de alta ocorre nas últimas três semanas. As mortes continuam em queda em boa parte dos Estados. Porém, no Acre, Mato Grosso do Sul e Amazonas há sinal de elevação — com destaque negativo para o Acre, com forte crescimento. Nos demais Estados há estabilidade no Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro e Rondônia. A Fiocruz alerta que o cenário pode manter as hospitalizações e óbitos em patamares elevados, com agravamento nas próximas semanas.

No Estado de São Paulo, apenas 2% dos hospitais privados registram ocupação de UTI para Covid-19 acima de 80%. A pesquisa do SindHosp aponta a forte queda da doença e o aumento das cirurgias eletivas. O cenário é bastante diferente de maio, entre os dias 11 a 15, quando 88% das unidades particulares tinham ocupação acima de 80% para Covid-19. O presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, atribui o recuo à vacinação. “Você tinha casos muito graves, uma média de internação muito alta, uma mortalidade muito alta. Agora, a gente percebe que com esse perfil todo algo aconteceu. E o que teve de diferente foi exatamente a vacinação.” Francisco Balestrin recomenda a manutenção dos cuidados básicos à população, uso de máscaras, higienização e evitar aglomerações.

* Errata: O título da reportagem informou inicialmente que havia tendência de queda nos casos graves de síndrome respiratória, porém, a tendência é de alta. O texto trazia a informação correta. E o erro do título foi corrigido.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos