Fórum em Davos tem presença de diversos chefes de Estado, mas holofotes estão voltados a Trump

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 23/01/2018 09h39
EFE Emmannuel Macron, da França, e Angela Merkel, da Alemanha, falam nesta quarta (24) ditando o tom que o evento deve ter neste ano, sobre os riscos econômicos à frente e a necessidade de uma grande cooperação global

O encontro anual do mundo desenvolvido em Davos, na Suíça, começou nesta terça-feira (23) com a abertura do Fórum Econômico Mundial.

Os holofotes desta edição estão voltados para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vai discursar na sexta-feira (26).

Emmannuel Macron, da França, e Angela Merkel, da Alemanha, falam nesta quarta (24) ditando o tom que o evento deve ter neste ano, sobre os riscos econômicos à frente e a necessidade de uma grande cooperação global.

Os participantes de Davos não escondem que existe uma certa preocupação sobre a recuperação da economia e a forte valorização que as bolsas de valores do mundo todo têm registrado recentemente.

Há ou não uma exposição excessiva a riscos que pode levar a uma nova crise internacional? Quais serão as consequências para o mercado financeiro quando os juros começarem a subir para valer nos Estados Unidos e na Europa?

Outros temas de Davos neste incluem as já populares criptomoedas e a tecnologia que está por trás delas, o blockchain.

No Brasil, as grandes instituições financeiras declararam guerra aberta ao bitcoin e seus derivados e os donos do PIB global discutem em Davos se esse é um modismo ou de fato o início de uma guinada nas formas como lidamos com dinheiro, como escreve o jornal Financial Times nesta terça.

Já o mundo em desenvolvimento, que não brilha tanto como em edições passadas, terá como estrela da vez a Índia. Pela primeira vez em 20 anos, um chefe de governo indiano vai participar da reunião.

Narendra Modi chega a Suíça acompanhado por uma grande delegação de seu país com ministros, CEOs e investidores, reivindicando posição de liderança para a Índia nas grandes discussões globais. Algo que o Brasil já tentou num passado não muito distante.

Hoje, o país ocupa uma posição melancólica no cenário internacional, sem merecer muita atenção nos debates do mundo desenvolvido em Davos.