Funerárias de São Paulo se preparam para mudanças em enterros na pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 29/04/2020 07h16 - Atualizado em 29/04/2020 08h08
EFEAs cerimônias noturnas foram canceladas e a realização de velórios para vitimas de covid-19 está suspensa

As famílias que moram na capital paulista não poderão mais escolher o cemitério onde os mortos serão enterrados quando o número de sepultamentos superar a marca de 400 por dia na cidade. A exceção ocorrerá se houver jazigo privado ou tumulo sob concessão da Prefeitura.

Apenas três cemitérios da capital receberão os corpos: Vila Formosa, São Luiz e Vila Nova Cachoeirinha. Somente após um ano os parentes poderão pedir exumação e transferir para outro cemitério.

A medida é valida também para falecidos em outras localidades da Grande São Paulo que venham a ser enterrados no maior município do país. A decisão faz parte do plano de contingenciamento feito para enfrentar a pandemia.

A determinação valerá enquanto durar o decreto de estado de calamidade publica. A Prefeitura deixa de ter monopólio sobre os serviços funerários e permite, durante o período, atuação de empresas privadas — que poderão efetuar também a cremação de corpos.

No planejamento, sepultamentos podem ocorrer durante a noite e madrugada. Os enterros aconteciam até 18h no caso dos cemitérios públicos e no máximo ate 20h em espaços privados.

O sócio-diretor de uma funerária, Claudio Luna, expõe como está o panorama. “Casos especiais de covid-19 a gente tem um protocolo especial onde o sepultamento ou a cremação é feita diretamente no jazigo ou já levada direto para o procedimento. Quando sai do hospital o parente reconhece o óbito a distancia e é colocado em um saco. A gente veda o caixão com fita e leva.”

Ele enfatiza que o isolamento social provocou a diminuição de outras causas de mortes. “As causas que eram mais comuns, como atropelamento e homicídio, essas causas elas diminuíram bastante.”

As salas de velório tem número limitado de 10 pessoas e podem durar apenas uma hora. As cerimônias noturnas foram canceladas e a realização de velórios para vitimas de covid-19 está suspensa.

O serviço funerário implantará, a partir do dia 1º de maio, um sistema de rastreabilidade de corpos. Em tempos normais o Brasil registra pouco mais de 3 mil mortos por dia, cerca de 100 mil por mês.

*Com informações do repórter Daniel Lian