Geraldo Alckmin “cometeu erro” ao ter Márcio França como vice, dispara Doria

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2018 09h57
Thiago Navarro/Jovem Pan“Jamais escolheria um esquerdista para ser meu vice. De nada, nem de futebol. Sou pessoa de centro, liberal. O Brasil precisa ir para frente, nem esquerda e nem direita”, acrescentou

Justificando que foi “impulsionado” e “compelido” por membros do PSDB a deixar a Prefeitura de São Paulo e ser o nome do partido na disputa pelo governo do Estado, João Doria disse ter descumprido sua promessa de ficar até o fim do mandato porque não havia outro candidato.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, Doria disse que deixou a Prefeitura nas mãos de seu então vice, Bruno Covas, porque senão o candidato de seu partido acabaria sendo Márcio França, ao que ele categorizou de “socialista apoiado pela esquerda”.

O governador de São Paulo, Márcio França, por sua vez, afirma constantemente que o “candidato do coração” de Geraldo Alckmin, nome do PSDB à Presidência da República, é ele. No entanto, Doria rebateu: “nunca vi Alckmin falar que França é o ‘candidato do coração’”.

Ex-vice de Alckmin no governo de SP, Márcio França foi intensamente criticado pelo ex-prefeito tucano durante a entrevista. Doria disse que foi um erro colocar seu adversário político como vice na chapa. “Governador [Alckmin] tem direito de errar também. Alckmin é homem de bem, homem sério, mas erra. Ele cometeu um erro. Eu acertei ao colocar Bruno Covas, do meu partido, que é peessedebista. Não coloquei nenhum socialista”, disparou.

“Jamais escolheria um esquerdista para ser meu vice. De nada, nem de futebol. Sou pessoa de centro, liberal. O Brasil precisa ir para frente, nem esquerda e nem direita”, acrescentou.

Dois palanques de Alckmin em SP

Caso isso realmente ocorra, a interpretação de Doria é que Geraldo Alckmin permaneceria no erro, “mas pessoas virtuosas e corretas podem errar”.

Mas Doria disse não ver problema em uma ausência de apoio direto e claro de seu “padrinho” no partido: “continuarei a fazer a defesa da candidatura dele. Mas o mínimo que se espera é que presidente do PSDB apoie um nome do PSDB”.

Campanha ao governo de SP

Doria garantiu que não será “maria mole” e alertou: “quero dizer a Márcio França e seus apoiadores que eles não terão moleza. Comigo não tem moleza, vai ter enfrentamento duríssimo”.

Coligação

O candidato do PSDB ao governo de SP minimizou a fala de Márcio França de que o tucano só teria o apoio do ministro Gilberto Kassab e que teria metade do tempo de TV do que o nome do PSB.

“Duas mentiras do atual governador. Temos 14 minutos de TV e ele tem 20, isso não é o dobro. Posso ter menos tempo e falar mais a verdade e convencer melhor do que ele. Ele só vai contar as realizações de Alckmin. Interessante isso”, ironizou. “Inclusive negar que é esquerdista, que seu partido idolatra Lula, chamou Lula de ‘Neymar da política brasileira’. Não vai querer negar isso, né, Márcio França?”, completou.

Doria disse ser seletivo e confirmou que, até o momento, só existe mesmo o apoio do PSD. Mas não deixou de alfinetar o oponente na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes: “não precisamos ter 13, 14 partidos. O filho de Márcio França teve 13, 14 partidos o apoiando e o outro que teve três partidos ganhou”.

Confira a entrevista completa com o pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria: