Governistas querem votar denúncia contra Temer na CCJ nesta quinta

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2017 06h27 - Atualizado em 13/07/2017 06h32
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados Governistas querem acelerar o processo para votar o quanto antes no plenário

A maratona de debates na Comissão de Constituição e Justiça começou nesta quarta-feira (12). Por quase quinze horas, deputados falaram contra e a favor da aceitação da denúncia que envolve o presidente Michel Temer.

Ao todo, são mais de 100 inscritos, a maioria de oposição.

Governistas querem acelerar o processo para votar o quanto antes no plenário. Eles tentam costurar um acordo com o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB), para que a matéria já seja votada nesta quinta (13) no colegiado. Assim, o plenário votaria nesta sexta.

Rodrigo Pacheco afirmou que é possível concluir rapidamente o processo: “acredito que nós, pelo andar dos trabalhos, conseguimos terminar amanhã [quinta]”.

Até está quarta-feira, quatro partidos da base fecharam questão contra a aceitação da denúncia: PMDB, PSD, PP e PR. Isso quer dizer que deputados dessas legendas que votarem de forma contrária podem sofrer punições internas. Juntas, as quatro bancadas somam 185 membros, mais do que o suficiente para barrar a denúncia no plenário.

O deputado Chico Alencar (PSOL) reconheceu que a medida pode dificultar uma vitória da oposição. Mas ele acredita que os parlamentares não podem ceder a esse tipo de pressão: “é de se esperar que quem exerce mandato de deputado federal tenha espinha dorsal, altivez, decência e não submissão e acocoramento, porque aí não será nem digno do mandato que exerce”.

Além disso, as trocas de membros na CCJ continuam. Mais duas mudanças de titulares foram feitas ontem, uma no PMDB e outra no PP. Ao todo, já são 11. Para o deputado Carlos Marun (PMDB), essa prática dos líderes partidários reflete a posição majoritária das bancadas: “qualquer líder que tentasse substituir poderia ser destituído pela maioria da bancada. Se não houve destituição de líder, é porque a maioria das bancadas respaldou as decisões de substituição”.

Os debates na CCJ da Câmara estão previstos para começarem às nove da manhã desta quinta.

*Informações do repórter Levy Guimarães