Governo amplia atendimento a deficientes e indica recuo em mudança na política de cotas

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2019 06h37
Marcelo Camargo/Agência BrasilO Planalto sustenta que metade das empresas no Brasil não conseguem preencher as vagas reservadas para esse grupo

O ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (3) um conjunto de medidas voltadas às pessoas com deficiência. Serão habilitados 66 novos serviços de odontologia e ortopedia no Sistema Único de Saúde.

A ideia é zerar a fila de atendimentos pendentes em 2018, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas.

O anúncio foi feito em evento pelo Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que contou com a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou os desafios na oferta de serviços a esses pacientes.

“Hoje é para deixar marcado: zeramos o passivo. A saúde bucal é um drama para a criança com deficiência e para a família. Além da gente ter muito profissionais que, quando se depararam com a situação, dizem ‘isso não é aqui’. É sim. Mas isso não é culpa deles. A saúde bucal está partindo para a capacitação, para a formação, para a sensibilização, para a gente poder fazer uma boa primeira abordagem.”

A primeira-dama Michelle Bolsonaro ressaltou o progresso dos serviços para pessoas com deficiência, síndromes e doenças raras. “Hoje é o Dia iInternacional da Pessoa com Deficiência. Uma data para lembrar que leis não bastam. Precisamos de ações verdadeiramente transformadoras para tornar o país mais acessível.”

Cotas

Em outra, o Governo já admite dar mais tempo para que o Congresso discuta o projeto com mudanças na lei de cotas para pessoas com deficiência.

O Planalto sustenta que metade das empresas no Brasil não conseguem preencher as vagas reservadas para esse grupo.

A proposta foi encaminhada pelo presidente Jair Bolsonaro e está na Câmara em regime de urgência.

*Com informações da repórter Larissa Coelho