Governo encerra primeiro semestre com rombo de quase R$ 30 bilhões

  • Por Jovem Pan
  • 27/07/2019 10h45
Marcos Santos/USP Imagens2019 será o sexto ano seguido em que o governo central gasta mais do que arrecada

O caixa do governo central registrou um déficit de R$ 28,9 bilhões no primeiro semestre. Este foi o valor que o governo gastou a mais do que arrecadou.

O número é menor que o do mesmo período do ano passado, quando as contas tiveram prejuízo de R$ 31,5 bilhões. E este foi o melhor resultado para os primeiros seis meses do ano desde 2015.

O principal responsável pelo déficit nas contas públicas é a Previdência Social, que registrou rombo de R$ 95 bilhões no semestre, valor 4,3% maior que no mesmo período do ano passado.

O segundo maior déficit foi do Banco Central, de R$ 200 milhões, enquanto o Tesouro Nacional teve superávit. O secretário-adjunto do Tesouro, Otávio Ladeira, explica que sem o rombo previdenciário, o governo teria superávit.

“Temos conseguido por meio de contenção de despesa elevar o superávit do governo central, exceto o da Previdência, chegando a valores mais próximos de 2013. Entretanto acrescentamos a Previdência e os números ficam bastante deficitários”, disse.

No total, as receitas caíram 0,2% em relação ao último ano, enquanto as despesas também tiveram queda, de 1,4%. Os investimentos públicos tiveram queda de 17,7 % em relação ao primeiro semestre de 2018.

Já o mês de junho registrou déficit de R$ 11,5 bilhões nas contas públicas, o melhor desempenho para o mês desde 2016. Em relação ao ano passado, representa uma queda de 12%. Até o final do ano, é possível que haja ajustes em políticas públicas, como afirma o secretário Otávio Ladeira.

“A decisão obviamente é de cada ministério, mas no momento em que o próprio órgão central de programação orçamentária e financeira sinaliza que o contingenciamento é forte, a mensagem já vem para os ministérios e os obriga a repensar suas políticas públicas.”

No acumulado dos últimos doze meses, o caixa do governo registra déficit de R$ 119 bilhões. A meta fiscal para este ano é um déficit de R$ 139 bilhões. Este vai ser o sexto ano seguido em que o governo central gasta mais do que arrecada.

*Com informações do repórter Levy Guimarães