Governo está preocupado com compras por impulso na Black Friday

  • 28/11/2019 06h48
Cris Faga/Estadão ConteúdoSe mesmo com todos as precauções o consumidor ainda se sentir lesado, ele pode utilizar a plataforma do ministério da Justiça para fazer a reclamação

Na véspera da Black Friday, o ministério da Justiça se une ao Procon dos Estados para recomendar cuidados ao consumidor na hora de aproveitar as promoções.

O secretário nacional do Consumidor, Luciano Timm, aconselha se evitar compras por impulso. Segundo ele, o Brasil importou uma tradição que já está consolidada nos Estados Unidos – e lá os consumidores já estão acostumados a controlar práticas abusivas.

“Primeira coisa é ver se não é armadilha. Segunda, só comprar se for necessário. Cuidado para não se endividar, porque com a economia retomando o pessoal pode se animar. Cuidado para não começar o ano endividado.”

Ele avalia que é importante também evitar comprar produtos com características de produtos piratas. Além desses produtos financiarem o crime organizado, é preciso levar em consideração também que, muitas vezes, esses produtos são oferecidos por sites não confiáveis.

Uma das melhores formas de se garantir segundo o secretário, é conferir na pagina do ministério no Consumidor a situação do site, se há reclamações e se ele realmente existe.

Se mesmo com todos as precauções o consumidor ainda se sentir lesado, ele pode utilizar a plataforma do ministério da Justiça para fazer a reclamação – e a secretaria vai acompanhar o processo.

Até o momento, no entanto, segundo o secretário, não há indicação de problemas ou práticas abusivas durante as promoções.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin