Governo estima ‘custo Brasil’ em R$ 1,5 trilhão e quer sugestões para reduzir gargalos

  • Por Jovem Pan
  • 29/11/2019 09h16
Ernesto Rodrigues/Estadão ConteúdoAinda não há prazo para a redução desse custo

R$ 1,5 trilhão: esse é o tamanho do chamado “custo Brasil”, medido pela primeira vez por um estudo do governo em parceria com a iniciativa privada. O termo é normalmente associado às dificuldades enfrentadas pelas empresas na hora de investir.

Em muitos casos, negócios importantes são adiados ou mesmo cancelados em função de fatores como a falta de infraestrutura, a insegurança jurídica, o excesso de burocracia e o preço da mão de obra.

Para tentar reverter esse cenário, o Ministério da Economia lançou, nesta quinta-feira (28), em São Paulo, o Programa de Melhoria Contínua da Competitividade. A iniciativa vai funcionar como um banco de sugestões, recebendo propostas do setor privado para diminuir os encargos e melhorar a competitividade no país.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, diz que o objetivo é descobrir os principais gargalos. “É uma forma de nós tratarmos cada um dos problemas com um método, com um cálculo do impacto de cada melhoria, cada nova lei, cada nova norma sobre o ambiente de negócios do Brasil, sobre a nossa competitividade e, além disso, a dificuldade de se implementar. Com base em uma matriz de priorização, nós vamos trabalhar para que o nosso custo Brasil se reduza o mais rápido possível.”

Segundo ele, as ideias serão analisadas por representantes do setor público e das próprias empresas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Fernando Pimentel, acredita que o primeiro passo é avançar com a reforma tributária. “Diminuir a insegurança jurídica, avancemos na redução do custo de energia, e que tenhamos a capacidade de liberar as concessões para que nossa logística avance. E são projetos que demoram quatro, cinco anos para dar resultado. Mas obviamente que o grande desafio é a qualidade da educação, a qualidade da formação. Isso que faz diferença”, garante.

O Ministério da Economia ressalta, porém, que ainda não é possível calcular em quanto tempo o país conseguirá reduzir o “custo Brasil”.

*Com informações da repórter Nanny Cox