Governo quer aprovar reforma da Previdência na Câmara ainda em maio

  • Por Jovem Pan
  • 10/05/2017 06h49
BRA100. BRASILIA (BRASIL), 12/04/2017 - Vista general de la Cámara de Diputados vacía hoy, miércoles 12 abril de 2017, en Brasilia (Brasil). Las investigaciones autorizadas por supuesta corrupción contra ocho ministros y decenas de legisladores de 14 partidos abrieron hoy otra fase de la aguda crisis política brasileña y dejaron contra la pared al Gobierno de Michel Temer. Además de ocho ministros y decenas de parlamentarios, en la lista de sospechosos están 12 de los 27 gobernadores del país y los cinco expresidentes brasileños vivos: José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) y Dilma Rousseff (2011-2016). EFE/Joédson AlvesCâmara dos Deputados vazia EFE

A grande pergunta do momento no Congresso é sobre o tempo das reformas. A reforma da Previdência, segundo o presidente Michel Temer, deve ser aprovada ainda neste mês na Câmara. Até o final do mês, segundo recado entendido pelos líderes. Depois, a disputa recomeça no Senado, mas de forma mais rápida.

Já a reforma trabalhista já foi aprovada na Câmara, está em debate no Senado, e não haverá urgência segundo os próprios governistas.

O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima, que até esta terça-feira (09) era o presidente em exercício do Senado, calcula um prazo maior para a reforma trabalhista: até dois meses. “Se considerarmos que teremos já a partir desta semana as sessões temáticas no plenário e também na comissão, já contamos duas semanas. Quando o relatório for apresentado na Comissão de Assuntos Econômicos, ele terá pedido de vista, serão mais 15 dias. Com mais 15 dias para a CCJ e mais 15 dias, estamos falando em 60 dias, no máximo”, explicou.

Quem está pedindo prazo é a oposição e sindicalistas. O deputado Paulinho da Força (SD-SP) quer tempo maior para debate: “precisamos de pelo menos duas semanas para corrigir esse texto”.

A reforma trabalhista terá que passar por três comissões e depois irá ao plenário do Senado. Nesta quinta-feira (11) está marcada a primeira audiência pública no plenário, que se repetira na terça-feira.

*Informações do repórter José Maria Trindade