Greve de servidores do BC pode afetar funcionamento do Pix, diz presidente de sindicato

Em entrevista à Jovem Pan, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, também afirmou que governo não quis abrir canal de negociação com os servidores

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2022 11h49
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Pessoa usa Pix para fazer pagamentos Serviço pode ter problemas durante a greve, mas presidente garantiu que serviços essenciais continuarão funcionando

Os servidores do Banco Central (BC) estão em estado de greve pedindo reajustes salariais. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Fábio Faiad, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, falou sobre os impactos da greve, dizendo que podem haver interrupções e falhas nos serviços de Pix, por exemplo. “A greve vai ser por tempo indeterminado a partir de abril. Óbvio que os servidores do Banco Central, com a responsabilidade que têm perante a sociedade, vão manter tudo aquilo que a lei define como essencial. Contudo, a questão do Pix pode sofrer atrasos e interrupções. Algumas funcionalidades do Pix que seriam instaladas agora, como débito automático, vão ficar postergadas porque os servidores do departamento que cuida do Pix estão mais de 90% propensos a aderir à greve”, explicou o presidente.

Segundo Faiad, a pauta da greve é a reposição da inflação, uma vez que os servidores do BC não têm reajustes há três anos. Além disso, o presidente disse que o Sindicato tentou negociar com o governo nos últimos meses, mas não conseguiu. “A greve é inevitável por causa do governo. Nós estamos tentando desde novembro e dezembro do ano passado abrir um canal de negociações com o governo e infelizmente isso não aconteceu. Tentamos em janeiro, fevereiro e no começo de março e também não conseguimos. E, uma vez que não houve proposta e nem instalação de um canal de negociação, os servidores decidiram entrar em greve. Os servidores estão sem reajuste há mais de 3 anos. A pauta é a reposição da inflação, além de algumas mudanças na carreira que não têm impacto financeiro. Tivemos uma reunião com o presidente Roberto Campos Neto e, infelizmente, não houve avanços. Portanto a greve continua e vai continuar forte a partir de primeiro de abril”, continuou Faiad, que classificou essa semana como “decisiva”.

Confira a íntegra da entrevista: