Guedes diz que Congresso pode ‘fazer história’ se destravar orçamento

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2019 06h53
Fátima Meira/Estadão ConteúdoPara Guedes, descumprir o controle das despesas públicas foi a razão para o país ter caído num período de hiperinflação e recessão

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (26) que o país começou a se recuperar financeiramente, mas precisa enfrentar o problema das despesas públicas. Guedes participou da Comissão Mista de Orçamento do Congresso para discutir a verba disponível para 2020.

Paulo Guedes entende que o parlamento pode entrar para a História se aprovar as propostas que descentralizam, desvinculam e desindexam os recursos do Governo.

“É um desafio para nossa classe política enfrentar esses desafios que têm surgido, mas tenho certeza que ela vai enfrentar esse também. Esse Congresso pode ir para a história. E a razão é muito simples: o Congresso vai retomar o controle dos orçamentos públicos”, disse Guedes.

Apesar das dificuldades com as contas públicas, o ministro é contra a flexibilização do teto de gastos. Para ele, descumprir o controle das despesas públicas foi a razão para o país ter caído num período de hiperinflação, recessão e forte elevação de juros.

Paulo Guedes destacou a importância das reformas para equilibrar as contas e afirmou que em breve o governo deve apresentar a reforma tributária. “Apesar de termos tido um acidente de percurso na Receita Federal, a nossa reforma está praticamente pronta. Nós vamos lançar, de preferencia, trabalhando com uma comissão mista. Nossa proposta é conciliatória.”

O acidente de percurso citado pelo ministro foi a demissão do ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra, após ele defender a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF.

Após mais de duas horas, a sessão foi encerrada por causa de uma discussão entre Guedes e o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). O parlamentar questionou o ministro sobre os investimentos realizados por ele no setor de educação antes de assumir o cargo.

A sessão também foi marcada pela visita do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Num gesto de apoio, Maia discursou contra a indexação do Orçamento e a elevação dos gastos obrigatórios.

*Com informações da repórter Natacha Mazzaro