Guedes admite rever reforma, mas pede que ‘não temam’ alíquota de 12%

O ministro indicou que a alíquota ainda está sendo discutida e reafirmou que o sistema tributário brasileiro é complexo

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2020 06h09 - Atualizado em 11/08/2020 08h06
WAGNER PIRES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO texto enviado ao Congresso Nacional unifica a cobrança de Pis e Cofins em um imposto único sobre o valor agregado

O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou na segunda-feira, 10, que a alíquota de 12% proposta na primeira parte da reforma tributária poderá ser reduzida. O texto enviado ao Congresso Nacional unifica a cobrança de Pis e Cofins em um imposto único sobre o valor agregado. A criação da chamada contribuição social sobre operações com bens e serviços tem sido alvo de críticas de alguns setores, por implicar em aumento da tributação. Em evento online da frente parlamentar da agropecuária, o ministro indicou que a alíquota ainda está sendo discutida e reafirmou que o sistema tributário brasileiro é complexo e injusto por prever tantas desonerações.

Em encontro com empresários do setor de combustíveis, o presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia, disse que a reforma tributária é o eixo do desenvolvimento do país, admitiu a resistência de alguns governadores à reforma, mas ressaltou que a guerra fiscal entre os estados precisa ser superada. Em live da Necton Corretora, o governador do maranhão, Flávio Dino, afirmou não acreditar em mudanças tributárias profundas. O governador afirma que o presidente da Câmara tem boa vontade para discutir a reforma tributária. Flávio Dino reitera, no entanto, que falta articulação da equipe econômica do governo.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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