Gurgel diz que atos são ‘em defesa da democracia’ e convoca apoiadores: ‘Tem de ir para a rua’

Capitais brasileiras vão sediar neste domingo, 1º, atos de apoiadores e aliados do presidente Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 01/05/2022 11h07 - Atualizado em 01/05/2022 12h33
Reprodução/Câmara dos Deputados gurgel O deputado federal Gurgel (PSL-RJ) tenta trazer crianças brasileiras deportadas dos EUA para o Haiti de volta ao Brasil

Diversas capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, vão sediar neste domingo, 1º, atos de apoiadores e aliados do presidente Jair Bolsonaro. A principal pauta defendida é, segundo os participantes, a liberdade de expressão, assim como a defesa da democracia, afirma o deputado federal Gurgel (PL). “Não há como ter democracia sem respeitar a Constituição, sem trabalhar dentro das quatro linhas, como o nosso presidente sempre fala”, opina o parlamentar, que concedeu entrevista à Jovem Pan. Ele questiona se o Brasil vive, na prática, uma democracia e vê na figura presidencial o “maior defensor dos direitos de qualquer cidadão”. “Sem a liberdade de expressão você perde todos os outros [direitos]. Se não puder falar, perde direito à vida, educação, propriedade. É momento fundamental para que possamos discutir a democracia”, completa. 

Entre os apoiadores, a expectativa é que a manifestação neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, seja um “novo 7 de setembro”. “Povo tem de ir para a rua, tem que dizer ‘estamos ao lado do Brasil’ e todos que estão ao lado do Brasil são aliados nossos. É simples assim. Isso aqui é amor ao país, amor ao cidadão, aos direitos e garantias constituídos no pacto social. […] O que falta é isso é ser de fato uma democracia na prática, não na teria e com discursinho redigidos em forma de sentença que estão rasgando a Constituição”, acrescenta o parlamentar. 

Questionado sobre as manifestações de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também acontecem neste domingo em São Paulo, Gurgel afirmou que a diferença é que uma delas “vai dar muito trabalho para a polícia”. “As manifestações de oposição são sempre tem quebra quebra, roubalheira, todo lado de vandalismo inimaginável. Então diria o seguinte: polícias, não precisam se preocupar com as nossas manifestações não, só tem pessoas de bens, trabalhadores, que querem o bem do Brasil. Que tomem cuidado com a outra, que com certeza vai ter desordem.”