Hackers presos por roubo de dados de autoridades serão ouvidos nesta terça pela Justiça

  • Por Jovem Pan
  • 30/07/2019 06h19 - Atualizado em 30/07/2019 09h27
ReproduçãoO Ministério Público prorrogou por mais 90 dias as investigações sobre os hackers presos pela Operação Spoofing

Os quatro presos na Polícia Federal, em Brasília, suspeitos de terem invadido o celular de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, vão ser ouvidos em audiência de custódia na manhã desta terça-feira (30). O depoimento será fechado e sigiloso. Eles ficarão frente a frente com o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal, que cuida do caso.

Após o procedimento, o magistrado pode reavaliar a necessidade de se manter os suspeitos na prisão e até determinar a liberação deles. Presos temporariamente desde a última terça-feira (23), os quatro tiveram o período de detenção prorrogado na sexta-feira (26).

De acordo com a decisão de Vallisney, os investigados poderiam prejudicar o trabalho policial, por exemplo, apagando provas ou fazendo contato com outros envolvidos. Além disso, o trabalho técnico da perícia da Polícia Federal sobre os equipamentos eletrônicos apreendidos ainda não havia sido concluído.

Nesta segunda-feira (29), o Partido dos Trabalhadores entrou com um pedido de investigação na Procuradoria da República do Distrito Federal e no Ministério Público Eleitoral sobre a atuação do ministro da Justiça, Sergio Moro, nas eleições de 2018. O motivo são as supostas mensagens divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo, sobre a divulgação da delação do ex-ministro Antonio Palocci.

O Ministério Público prorrogou por mais 90 dias as investigações sobre os hackers presos pela Operação Spoofing, atendendo a um pedido feito há duas semanas pela Polícia Federal, antes da detenção dos suspeitos.

Com o novo prazo, a PF espera chegar a novos desdobramentos, após a conclusão das perícias sobre os equipamentos dos hackers, especialmente do principal suspeito, Walter Delgatti Neto.

*Com informações do repórter Levy Guimarães