Herdeiros de nomes conhecidos na política saem candidatos nestas eleições; veja resultados

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2018 08h17
Chico Peixoto/Estadão ConteúdoJoão Campos, filho do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que faleceu durante um acidente de avião em 2014, foi o primeiro colocado na lista de representantes do Estado na Câmara dos Deputados

Candidatos interessados em seguir os passos dos pais evidenciaram os sobrenomes já conhecidos na política, para conseguir um bom desempenho nas urnas.

Alguns herdeiros políticos se deram bem nas eleições de domingo (07). É o caso de Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável Jair Bolsonaro, que se elegeu como o deputado federal mais votado da história: ele recebeu mais de 1,8 milhão votos em São Paulo.

Em 2014, ele foi candidato ao mesmo cargo, no entanto, foi eleito com apenas 82 mil votos.

Flávio Bolsonaro, outro filho do presidenciável pelo PSL, também ficou em primeiro lugar, na disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro. Ele recebeu mais de 4,3 mil votos.

João Campos, filho do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que faleceu durante um acidente de avião em 2014, foi o primeiro colocado na lista de representantes do Estado na Câmara dos Deputados.

Já no Executivo, Renan Filho foi reeleito no primeiro turno ao governo de Alagoas, com 77% dos votos válidos. O pai, Renan Calheiros, também conseguiu se reeleger no senado.

No entanto, a herança política e a força do sobrenome não funcionaram para alguns candidatos: Danielle Cunha, filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso desde 2016 pela Operação Lava Jato, não conseguiu votos suficientes para se eleger como deputada federal no RJ.

Marcelo Crivella Filho, herdeiro do prefeito da capital carioca, Marcelo Crivella, também não conseguiu uma vaga na Câmara representando o Estado.

O filho do ex-presidente Fernando Collor de Melo, Fernando James, também ficou de fora da disputa para deputado federal pelo Estado de Alagoas.

Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, também não conseguiu se reeleger como deputada federal. Em 2014, ela foi a vigésima candidata mais votada no RJ, mas a denúncia por suposto esquema de fraudes no ministério do trabalho e toda a polêmica envolvendo seu nome para assumir a pasta, atrapalharam os planos da parlamentar.

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*Informações da repórter Natacha Mazzaro