Home office cai para 9% em novembro, mas deve continuar em 2021

Segundo o IBGE, 13% da população ocupada estava trabalhando de casa em maio do ano passado; empresas devem encontrar equilíbrio entre o trabalho remoto e o presencial, diz especialista

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2021 07h53
PixabayNo início da pandemia, o home office precisou ser forçado e, muitas vezes, improvisado

O que para alguns é um sonho, para outros é um pesadelo. O home office foi a forma de trabalho encontrada por diversas empresas no ano passado para tentar driblar o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19. Embora o número de pessoas que estão trabalhando de forma remota tenha encolhido nos últimos meses, essa é uma tendência que deve continuar em 2021. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13% da população ocupada estava trabalhando de casa em maio do ano passado, contra 9% em novembro.

Diego Mota, que trabalha em uma seguradora, está há quase um ano fazendo home office e não tem previsão de quando deve voltar a exercer as funções presencialmente. Mas isso não é um problema para Diego, que diz ter se adaptado rapidamente ao teletrabalho. “Acho que a gente acaba sendo mais dono do nosso tempo, consegue produzir mais e até, muitas vezes, melhor, porque não tem aquela quantidade de gente que vem na sua mesa conversar e acaba atrapalhando um pouco. Em questão de produtividade, eu melhorei muito trabalhando de home office”, relata. Essa não é a mesma realidade da Jimene Melito, que é diretora pedagógica de uma escola em São Paulo. Ela conta que foi difícil conciliar os papéis de profissional e de mãe. “Foi muito desafiador como profissional da área da educação, encontrar maneiras de envolver os alunos à distância. E no meu caso, que trabalho com gestão de motivar equipe de professores e ao mesmo tempo dar conta da minha casa, dos meus filhos”, conta.

No início da pandemia, o home office precisou ser forçado e, muitas vezes, improvisado. Agora, quase um ano depois, as empresas devem conseguir encontrar um equilíbrio entre o trabalho remoto e o presencial. É o que avalia o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Paulo Sardinha. “O que teremos daqui para frente é melhor planejamento que passa pelas condições que as pessoas têm em suas casas para que possam trabalhar em home office, para adaptação do funcionário que vai ficar em home office”, diz. Se o número de brasileiros trabalhando de casa já é grande, o que se sabe é que ele pode ser ainda maior. Segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 22% por cento das profissões brasileiras podem ser exercidas de forma remota. Isso elevaria para 20 milhões o contingente de pessoas exercendo o teletrabalho.

* Com informações da repórter Nicole Fusco