Indefinição sobre direitos dos europeus terá impacto direto nos clubes de futebol da Inglaterra

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 05/09/2018 09h34
EFEA Premier League, a liga mais rica, mais assistida e disputada do mundo, pressiona o governo para criar uma exceção para o futebol

O fim do verão também prenuncia a chegada do Brexit e o cenário que se desenha é pouco animador para os britânicos.

Nesta terça-feira (04) foi a vez da chanceler alemã, Angela Merkel, afirmar que as negociações estão à beira do colapso e que os empresários devem se preparar para uma separação sem acordo.

Merkel declarou que os europeus ainda vão insistir nas negociações, mas o cenário parece pouco promissor.

A União Europeia precisa que um acordo seja firmado em no máximo dois meses para colocar os termos em discussão entre seus membros.

Falta decidir a conta do Brexit, a bagatela de 39 bilhões de libras, ou mais de 200 bilhões de reais, que os britânicos vão ter que pagar em compensações para os europeus.

Também não está definido o que fazer com a fronteira da Irlanda e, por último, a situação dos europeus que moram por aqui. Sabe-se que ninguém será expulso, mas a dúvida é sobre os direitos que eles terão depois da separação, marcada para 29 de março do ano que vem.

Aliás, essa indefinição sobre os direitos dos europeus terá impacto direto nos clubes de futebol da Inglaterra.

A Premier League, a liga mais rica, mais assistida e disputada do mundo, pressiona o governo para criar uma exceção para o futebol. E se isso ocorrer é bem provável que o futebol brasileiro seja diretamente afetado.

A liga está preocupada porque com o Brexit as possibilidades de contratações serão limitadas, já que os europeus podem cair nas mesmas restrições dos extracomunitários.

Por isso os clubes querem que o governo retire todas as restrições que existem hoje para contratação de jogadores estrangeiros.

Assim eles poderiam fazer o que atualmente não podem, que é contratar jogadores jovens do Brasil ou da Argentina, por exemplo, de forma indiscriminada.

Mas como tudo que envolve o Brexit, essa é só mais uma incerteza.