‘Indicação de Roberto Campos Neto mantém o padrão de escolhas recentes’, diz ex-presidente do BC

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2018 09h22
Reprodução/YoutubeBolsonaro está "cumprindo a promessa de delegar a Paulo Guedes a responsabilidade da formação do grupo econômico", disse Langoni ao Jornal da Manhã

O presidente eleito Jair Bolsonaro nomeou, nos últimos dias, os responsáveis pelo comando de órgãos como o BNDES e o Banco Central, além de decidir quem assumirá alguns ministérios, como o das Relações Exteriores. Os nomes para os bancos estatais seguem a linha liberal de Paulo Guedes, o futuro ministro da Economia. Nesta quinta-feira (15), por exemplo, foi anunciado que Roberto Campos Neto, diretor do Santander, ocupará o cargo de presidente do BC. A permanência de Mansueto Almeida na Secretaria do Tesouro Nacional também foi confirmada.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni disse achar que esse foi um “começo muito promissor”, pois Bolsonaro está “cumprindo a promessa de delegar a Paulo Guedes a responsabilidade da formação do grupo econômico”.

“Gostei também da indicação do Mansueto na Secretaria do Tesouro Nacional. Ele é expert na área de finanças públicas. Agora, a indicação de Roberto Campos Neto mantém o padrão de escolhas recentes de presidentes do Banco Central. Tem que ter carreira sólida e experiência. Mas ainda mais importante que isso é aprovar a independência do BC”, afirmou Langoni.

Sobre a nomeação de Ernesto Araújo para o comando do Ministério das Relações Exteriores, Langoni evitou prever como será o entendimento entre o futuro ministro e Paulo Guedes, já que ambos possuem visões distintas sobre uma economia mais liberal. “Vamos aguardar. É fundamental que haja entendimento entre eles, para que se possa transformar a economia em mais competitiva e eficiente e de preferência em ação coordenada entre o Ministério da Economia e das Relações Exteriores”, finalizou.

Confira a entrevista completa com o ex-presidente do BC, Carlos Langoni: