Instituto Inhotim tem reabertura adiada; diretor diz que não há clima: ‘Temos de ser solidários ao luto’

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2019 09h58
ReproduçãoAo Jornal da Manhã, Antônio Grassi reiterou que a diretoria está reunida constantemente para fazer a avaliação de uma reabertura do Instituto

Um dos lugares mais bonitos do Brasil, o Instituto Inhotim estava previsto para reabrir nesta sexta-feira (1º), mas vai continuar fechado depois da tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho. O parque não chegou a ser atingido, mas de acordo com a diretoria do Instituto, não há clima para a reabertura aos visitantes.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o diretor-executivo do Instituto, Antônio Grassi, reafirmou que o local não foi afetado fisicamente, mas ressaltou os danos para seu corpo de funcionários.

Alguns funcionários estão recebendo atendimento psicológico depois do rompimento da barragem da Vale. Isso porque “80% deles moram na cidade e um grande número tem parentes na lista de desaparecidos” por conta da tragédia.

Ainda sem data para a reabertura, Grassi destacou que para tomar a decisão de abertura, há muitas dificuldades: “não é decisão simples. Se a gente concluiu que era importante estar reabrindo para injetar mínimo de esperança é difícil porque estamos inseridos em um contexto. Não há clima para nenhuma festa. A questão é muito séria e avaliamos que não faria sentido reabrir agora, visto que temos de ser solidários ao luto e ao que a sociedade está vivendo”.

Em uma reunião na tarde desta quarta-feira (30), que a princípio funcionaria como uma preparação da equipe para a reabertura, a direção decidiu pelo adiamento. Em nota, a Instituição disse que vem acompanhando de perto os desdobramentos do desastre e que continua mobilizada para prestar apoio à comunidade e aos atingidos.

Ao Jornal da Manhã, Antônio Grassi reiterou que a diretoria está reunida constantemente para fazer a avaliação de uma reabertura do Instituto, mas que deixarão para a semana que vem uma decisão final. “Vamos deixar passar o fim de semana e ver, no contexto que a gente vive, para fazer algo que não seja agressivo ou fora do contexto do trabalho que eles já vêm fazendo ao longo desses anos. Essa decisão a gente toma até o final da semana”, afirmou.

Confira a entrevista completa com o diretor-executivo do Instituto Inhotim, Antônio Grassi: