Israel reconhece que 70 mil palestinos foram mortos em Gaza

Apesar de questionarem os dados do Ministério da Saúde do território, as Forças Armadas israelenses (IDF) não haviam oferecido uma estimativa própria até o momento

  • Por Jovem Pan
  • 30/01/2026 07h57
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Foto de Omar AL-QATTAA / AFP Um jovem palestino lamenta o corpo de um homem morto um dia antes enquanto tentava obter ajuda em um ponto de distribuição perto da passagem de fronteira de Zikim, controlada por Israel, durante seu funeral no hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, em 23 de junho de 2025. (Foto de Omar AL-QATTAA / AFP) Um jovem palestino lamenta o corpo de familiar morto um dia antes enquanto tentava obter ajuda em um ponto de distribuição perto da passagem de fronteira de Zikim, controlada por Israel, durante funeral no hospital Al-Shifa 

As Forças de Defesa de Israel (IDF) acreditam que mais de 71 mil palestinos morreram ao longo da guerra na Faixa de Gaza, número próximo ao que havia sido apresentado pelo Ministério da Saúde palestino, controlado pelo grupo terrorista Hamas.

Pela primeira vez desde o início do conflito, autoridades israelenses admitiram que cerca de 70 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza. A informação foi divulgada em um relatório de fontes ligadas às Forças de Defesa de Israel (IDF) pelo jornal The Times of Israel nesta quinta-feira (29).

O número oficializa uma estimativa que se aproxima dos dados divulgados pelo Hamas, que governa o território palestino. Segundo o relatório, o total de mortos pode chegar a 71 mil pessoas, o que representa aproximadamente 3,5% da população de Gaza, estimada entre 2,1 e 2,3 milhões de habitantes.

As autoridades israelenses ressaltam que o número de vítimas pode ser ainda maior, já que muitos corpos ainda podem estar sob os escombros de edifícios destruídos pelos bombardeios.

O documento, no entanto, não faz distinção entre civis e terroristas do Hamas ou de outros grupos. 

Além das mortes, a guerra causou um dano generalizado, com a destruição de infraestrutura, moradias e um severo impacto psicológico e humanitário sobre os sobreviventes.

*Com informações de Lucca Bassani 

*Reportagem produzida com auxílio de IA

 

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