Itália pede à UE sanções contra França por conta de suas políticas no continente africano

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 22/01/2019 09h42
EFE/ Riccardo AntimianiO vice-primeiro-ministro italiano, Luigi di Maio, pediu que a União Europeia imponha sanções contra os franceses por conta de suas políticas na África

Se existe um país europeu que sente há anos na pele as consequências da crise dos refugiados este país é a Itália. Ao lado dos gregos, os italianos receberam centenas de milhares de pessoas que cruzaram o Mediterrâneo na última década.

Embora tenha saído do noticiário, o problema persiste e continua gerando conflitos entre os governos europeus. Nesta segunda-feira (21), a França convocou a embaixadora italiana em Paris, Teresa Castaldo, para prestar esclarecimentos depois de algumas acusações feitas pelo governo de Roma.

O vice-primeiro-ministro italiano, Luigi di Maio, pediu que a União Europeia imponha sanções contra os franceses por conta de suas políticas na África. O raciocínio do líder do Movimento Cinco Estrelas é simples: a França deixou um legado de destruição da África e continua explorando o continente até hoje, o que acaba impulsionando a crise migratória.

Para di Maio, “a França deveria sofrer sanções por empobrecer a África. Os africanos deveriam estar no continente deles e não no fundo do Mediterrâneo. Não fosse a exploração da África, a França estaria entre as 15 maiores economias do mundo, não entre as seis”.

O líder italiano ainda acusou os vizinhos de seguirem explorando o continente por causa do franco CFA, moeda que é utilizada até hoje por ex-colônias francesas como Camarões, Senegal e Costa do Marfim.

“A França é um desses países que, imprimindo dinheiro para 14 estados africanos, impede seu desenvolvimento econômico e contribui para o fato de que os refugiados saiam e depois morram no mar ou cheguem às nossas costas”, disse Salvini.

O governo populista da Itália, que tem posições claras contra a União Europeia, é um dos principais críticos do governo francês de Emmanuel Macron, tido com um dos símbolos da agenda dita globalista.