Janot admite ter passado por situação difícil ao saber de gravação entre Joesley e Temer

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2017 08h05 - Atualizado em 06/07/2017 08h09
Rodrigo Janot explicou que o áudio foi o pontapé inicial para investigar o presidente da República e denunciá-lo por corrupção passiva

Procurador-geral da República admite ter passado por situação difícil ao tomar conhecimento da conversa gravada entre Michel Temer e Joesley Batista.

Rodrigo Janot explicou que o áudio foi o pontapé inicial para investigar o presidente da República e denunciá-lo por corrupção passiva.

O procurador revelou que os irmãos Batista impuseram como condição para denunciarem os ilícitos não responder a nenhum dos crimes explicitados.

Em entrevista para a Globonews, Rodrigo Janot descreveu como se sentiu ao ouvir o áudio do encontro no Palácio do Jaburu.

Janot também explicou que o pacto estabelecido com Wesley e Joesley Batista é provisório. E o mais importante de tudo: precisa ser corroborado com provas concretas e ratificado pelo STF ao final do processo.

Janot rebateu as tentativas de Michel Temer de desqualificar a denúncia enviada ao Supremo como mera técnica para desacreditar a figura do acusador.

O magistrado ainda citou uma figura emblemática do caso entre o presidente da República e a JBS para lançar uma pergunta retórica:

Rodrigo Janot negou que teria tramado a gravação da conversa ao explicar que o registro foi feito um mês antes de Joesley procurar o Ministério Público.

Horas antes da entrevista do procurador Geral, o advogado de Michel Temer voltou a questionar a consistência da denúncia protocolada no STF.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira publicou um vídeo nas redes sociais descartando a prática de corrupção passiva pelo cliente.

No material divulgado, o criminalista ainda desafia que se prove a culpabilidade de Michel Temer.

Em entrevista coletiva Antônio Cláudio Mariz de Oliveira relativizou o encontro com Joesley Batista não ter sido incluído na agenda de Michel Temer.

O advogado ainda levantou dúvidas sobre a licitude da gravação da conversa e pediu um debate com Rodrigo Janot.

Outra meta do Palácio do Planalto, a de concluir a análise da denúncia contra Michel Temer na Câmara o mais depressa possível, pode ser frustrada.

Principalmente depois do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Rodrigo Pacheco, detalhar o rito do processo:

Rodrigo Pacheco também descarta sessões estendidas até a madrugada e não garante concluir todo o processo em até cinco encontros.

Os deputados da oposição sugerem que a CCJ interrogue Rodrigo Janot, Joesley Batista e Rodrigo Rocha Loures.

Confira a reportagem completa: