Jereissati: Indicação de Eduardo Bolsonaro é inoportuna e atrapalha discussão da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 22/08/2019 09h47 - Atualizado em 22/08/2019 09h56
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo"Vai novamente esgarçar os sentimentos dentro do Senado. Não é positivo para um clima bom e tranquilo da discussão final do texto da previdência", afirma Jereissati sobre chegada do nome de Eduardo Bolsonaro no Senado

O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB), voltou a criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro e as implicações que isso causa no andamento do texto.

Em entrevista ao Jornal da Manhã desta quinta-feira (22), ele afirmou que a indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada dos Estados Unidos chega em um mau momento e pode atrapalhar o andamento da reforma naquela casa.

Segundo o senador, a análise do nome do filho do presidente não é conveniente nesse momento. “Vai novamente esgarçar os sentimentos dentro do Senado. Não é positivo para um clima bom e tranquilo da discussão final do texto da previdência”, afirma “O melhor é que o presidente repensasse [a indicação], mas esse é o momento mais inoportuno.”

Apesar dessa situação, Jereissati elogiou a equipe econômica do Governo. “Não posso deixar de ser justo com a equipe. O Rogério Marinho e o próprio ministro da Economia nos têm dado todo o apoio com informações substanciais.”

Tramitação da Reforma

Sobre a tramitação da reforma no Senado, Jereissati afirmou que a casa não trabalha com a possibilidade de o texto voltar para a Câmara. Dessa forma, temas mais complexos como a inclusão de Estados e Municípios devem ficar em uma PEC paralela. “Estamos trabalhando em duas linhas, ou supressão [de conteúdo] ou adição por meio de PEC paralela”, explica. “Com certeza, nessa PEC paralela vai constar a inclusão de Estados e Municípios.”

De acordo com o Senador, este é o momento de grande atenção para a reforma. “É preciso ouvir todas as opiniões e tentar consertar ou minorar as eventuais injustiças que possam ter acontecido”, explica. “Ao mesmo tempo sempre pensar em manter o equilíbrio orçamentário, o que é fundamental para o País.”