Juiz acusado de assédio sexual diz que não vai abrir mão de cargo indicado por Trump

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2018 08h20
EFE Ele escreveu que o esforço coordenado para destruir seu bom nome não vai expulsá-lo, nem as terríveis ameaças contra a família dele

Em meio acusações de abuso sexual, o juiz Brett Kavanaugh declarou que não vai retirar sua nomeação à Suprema Corte dos Estados Unidos.

O magistrado foi indicado pelo presidente Donald Trump, mas denúncias contra ele surgiram logo após o anúncio. Em uma carta enviada aos representantes republicano e democrata do Comitê Judiciário do Senado, Kavanaugh declarou que o “assassinato de reputação” não terá sucesso.

Ele escreveu que o esforço coordenado para destruir seu bom nome não vai expulsá-lo, nem as terríveis ameaças contra a família dele. O juiz e a esposa concederam uma entrevista exclusiva à rede de TV Fox News.

Kavanaugh manteve a palavra de que nunca assediou ninguém: “Eu nunca assediei sexualmente ninguém na minha vida, nem durante a escola, e nem em outras situações. Eu não estou questionando, e não questionei, que talvez a doutora Ford, em algum momento de sua vida, tenha sido agredida sexualmente por alguém em algum lugar, mas o que eu sei é que nunca agredi sexualmente ninguém”.

Em entrevista à rede CBS, a assessora da Casa Branca, Kellyanne Conway, declarou que as acusações são uma “vasta conspiração da esquerda”.

Trump também saiu em defesa do seu indicado. Uma das mulheres que acusa o juiz de assédio sexual, a professora Christine Blasey Ford, testemunhará na Comissão de Justiça do Senado americano nesta quinta-feira. O juiz Kavanaugh também participa da sessão que decidirá sobre a nomeação dele à Suprema Corte.

*Informações da repórter Marcella Lourenzetto