Julgamento da chapa Bolsonaro-Mourão é adiado novamente no TSE

  • Por Jovem Pan
  • 10/06/2020 06h11 - Atualizado em 10/06/2020 10h01
Outras seis ações envolvendo a chapa tramitam no tribunal. Quatro delas apuram supostas irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens

Um novo pedido de vista, dessa vez pelo ministro Alexandre de Moraes, voltou a adiar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. Ainda não há uma data prevista para a continuação do julgamento.

O TSE analisa se a chapa foi beneficiada por um ataque ao grupo do Facebook “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que teria alterado o conteúdo da página.

As ações começaram a ser julgadas no ano passado, mas a decisão havia sido adiada quando o ministro Edson Fachin pediu mais tempo para analisar o caso. Na sessão desta terça-feira (9), o ministro Edson Fachin apresentou o chamado voto-vista permitindo um novo prazo para a produção de mais provas. Fachin foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Vieira e Carlos Velloso Filho.

O relator do caso, ministro Og Fernandes, já havia se manifestado contra a cassação da chapa e considerou que não é necessário mais tempo para a apresentação de provas. O ministro Luis Felipe Salomão também votou contra a abertura de novo prazo.

Por último, Alexandre de Moraes pediu vista, alegando que é necessária análise de pontos específicos. Além de Moraes, também deve votar o presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso.

Nesta terça-feira, o Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente ao uso de provas do inquérito das fake news do STF no caso. Outras seis ações envolvendo a chapa tramitam no tribunal. Quatro delas apuram supostas irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha.

*Com informações da repórter Letícia Santini