Jungmann se reúne com governadores e deve defender revisão do pacto federativo

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2018 06h30 - Atualizado em 01/03/2018 06h32
Reprodução/FacebookAos governadores, o ministro pretende defender uma revisão do chamado pacto federativo. “O que eu digo é que temos que redistribuir as responsabilidades, porque elas estão muito concentradas nos Estados e eles têm três grandes centros de gastos", disse

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, se reúne nesta quinta-feira (1º) em Brasília com governadores de todo o País. Na semana que vem, o ministro pretende se reunir com prefeitos de capital e regiões metropolitanas e vai conversar também com comandantes das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.

Aos governadores, o ministro pretende defender uma revisão do chamado pacto federativo. “O que eu digo é que temos que redistribuir as responsabilidades, porque elas estão muito concentradas nos Estados e eles têm três grandes centros de gastos: Saúde, Educação e Segurança. 80% dos gastos dos Estados estão aí dentro. A segurança não tem piso. Então quando esses Estados entram na crise fiscal, eles arrastam a segurança”.

O novo Ministério terá um orçamento de R$ 2,8 bilhões e a garantia do Ministério do Planejamento é de que não haverá bloqueio de recursos agora neste ano.

A expectativa é de que o presidente Michel Temer anuncie um socorro financeiro. Num momento em que o ministro defende mais recursos para a segurança pública e a necessidade da construção de novos presídios, Raul Jungmann citou um levantamento da Controladoria-Geral da União que aponta sumiço de dinheiro para construção de penitenciárias no país.

Com relação à penitenciárias, o ministro voltou a defender, que como acontece nos presídios federais, todos precisam ter um parlatório onde as conversas são monitoradas: “Fernandinho Beira-Mar, Nem e um terceiro têm 37 advogados. É razoável isso? Isso não é criminalizar a atividade dos advogados. Mas se trata de reconhecer que tem um advogado de um cliente que cometeu delito e outra coisa é advogado de grande organização criminosa” .

O ministro lembrou inclusive que em varreduras realizadas pelas forças armadas recentemente foram apreendidas mais de 11 mil armas. Quase 1 para cada preso, o que indicaria, segundo Jungmann que há um acordo entre o sistema prisional e as quadrilhas no país.

Para tentar minimizar o problema da falta de contingente nas polícias, o Governo promete realizar concurso público para a contratação de mais 509 agentes para a Polícia Rodoviária Federal e cerca de 500 novos agentes para a Polícia Federal.

O ministro da Segurança Pública defendeu também a necessidade de integração das polícias. Em São Paulo, por exemplo a Polícia Militar deu início à Operação Rochedo no Vale do Paraíba e Litoral Norte com o objetivo de reforçar a segurança exatamente na fronteira com o Rio de Janeiro.

O governador do Estado, Geraldo Alckmin, explicou que a intervenção no Rio de Janeiro é uma medida de exceção e reforçando o discurso do novo ministério ressaltou que só com ação conjuntas será possível combater a criminalidade.

*Informações da repórter Luciana Verdolin