Justiça bloqueia bens de empresa que vendeu respiradores ao governo do Pará

  • Por Jovem Pan
  • 11/05/2020 06h23 - Atualizado em 11/05/2020 07h23
Roberto Casimiro/Estadão ConteúdoRoraima e Amazonas também têm investigações em curso por supostas irregularidades na compra de equipamentos

O governador do Pará, Helder Barbalho, tem uma reunião nesta segunda-feira (11) com a empresa SKN do Brasil para resolver os problemas com respiradores fornecidos ao Estado.

A gestão de Barbalho adquiriu da companhia 400 equipamentos vindos da China. Destes, 152 chegaram na semana passada e, quando foram colocados em uso, não se enquadravam com o que foi descrito no detalhamento da compra.

A pedido do governo, a Justiça do Pará bloqueou, no domingo, R$ 25,2 milhões em bens da empresa e de seis sócios.

Problemas envolvendo a compra de respiradores  para o combate à Covid-19 ainda levaram à demissão do Chefe da Casa Civil do governo de Santa Catarina neste domingo. Douglas Borba entregou o cargo para cuidar da defesa em uma investigação da compra de 200 ventiladores pulmonares.

Os equipamentos foram adquiridos da empresa Veigamed por R$ 33 milhões, mas nunca foram entregues. O agora ex-secretário Douglas Borba é apontado como responsável por indicar a empresa, que não tinha histórico de atuação nesta área.

Além dele, o então secretário de Saúde, Helton Zeferino, pediu demissão no mês passado por causa das investigações. Por meio de nota, o governo de Santa Catarina afirmou que apoia e contribui com as apurações.

Outros Estados passam por questões semelhantes. Na semana passada, o ex-subsecretário de Saúde do Rio de Janeiro, Gabriel Neves, foi preso sob suspeita de fraudar a compra de mil respiradores. Ele foi exonerado do cargo pelo governador Wilson Wiltzel.

O governo de São Paulo é alvo de investigações pelo Tribunal de Contas de São Paulo após a compra de 3 mil ventiladores pulomares da China a um custo acima do praticado no mercado internacional. Pelo twitter, o governador João Doria garantiu que a transação cumpre exigências legais e afirmou que escolheu a empresa chinesa após pesquisas de mercado pelas melhores condições.

Roraima e Amazonas também têm investigações em curso por supostas irregularidades na compra de equipamentos.

*Com informações da repórter Nanny Cox