Kakay assume defesa de Collor após PGR pedir condenação por corrupção e lavagem de dinheiro
Dodge pede que Collor seja condenado a 22 anos de prisão e à perda do mandato

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, assumiu a defesa do ex-presidente Collor.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao Supremo Tribunal Federal, que o senador licenciado Fernando Collor de Mello (PROS-AL) seja condenado a 22 anos de prisão e à perda do mandato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da República é réu em ação penal no STF acusado de receber propina de um esquema de corrupção na BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras.
Segundo a denúncia, Collor indicava diretores e recebeu R$ 50 milhões em propinas, relacionadas a contratos da empresa, entre 2010 e 2014.
Kakay ressaltou a complexidade do processo: “acabei de combinar com Collor que farei a defesa dele. Evidentemente é um processo enorme, estou estudando agora”.
A procuradora-geral pede a condenação de Collor a 12 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pelo crime de corrupção, e a 10 anos, 3 meses e 10 dias por lavagem de dinheiro. Raquel Dodge exige ainda o pagamento de multa e de uma indenização no valor de R$ 59 milhões como reparação aos danos provocados pelos crimes.
A manifestação é a última fase antes do julgamento, que deverá ser realizado pelos cinco ministros da Segunda Turma do STF.
*Informações do repórter Marcelo Mattos
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