Gilberto Kassab: PSD terá candidatura própria para eleições de 2022

  • Por Jovem Pan
  • 01/06/2020 09h02
Antonio Cruz/Agência BrasilPara Gilberto Kassab, a pandemia da Covid-19 está mostrando que o "liberalismo radical está ultrapassado"

O Partido Social Democrático (PSD) deve apresentar candidatura própria para as eleições presidenciais de 2022. A  informação é do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Em entrevista ao Jornal da Manhã desta segunda-feira (1º), o ex-ministro afirmou que o PSD irá apresentar uma candidatura de “centro radical que conversa com os progressivas e com os liberais”.

Para o pleito de 2022, Kassab destacou cinco nomes pré-selecionados para apresentação do partido possíveis que podem ser apresentados: os senadores Otto Alencar, Antonio Anastasia e Nelsinho Trad e os deputados federais André de Paula e Fábio Trad. O ex-prefeito de São Paulo lembrou, no entanto, que outros nomes da militância do partido poderão se apresentar para o debate.

“Pela redução de partidos que virão pela frente, o partido que quer continuar vivendo a democracia brasileira vai precisar ter candidaturas próprias que expressem sua ideologia e que possam traduzir os seus compromissos com os municípios, com os Estados e com o país.”

Para Gilberto Kassab, a pandemia da Covid-19 está mostrando que o “liberalismo radical está ultrapassado” e, por isso, ele destaca a posição central e independente do PSD e a necessidade de investimentos em saúde pública e ensino público por parte do governo.

“As boas escolas particulares estão oferecendo os melhores recursos de tecnologia, enquanto os alunos da rede pública, que são a maioria no país, com enorme dificuldade para continuar os seus estudos, agravando essa distância social que existe no nossa país. Então essa posição do PSD em termos de ideologia, de centro, de fortalecimento da saúde, educação, segurança. Então são cinco bons nomes que com certeza seriam excelentes candidatos e, caso sejam candidatos, seriam bons presidentes da República.”

Panorama político

A respeito das divergências entre os Poderes e dos atos ocorridos no final de semana, Kassab afirmou que “as manifestações violentas são péssimos indícios”, sendo, para ele, “os primeiros [passos] de uma escalada que são sabemos onde vai chegar”. 

Gilberto Kassab defendeu que o presidente Jair Bolsonaro, como chefe da nação, deve “liderar um processo de ajuntamento de lideranças no Brasil”, buscando junto com a sociedade “baixar a temperatura do país” e promover a união entre os três Poderes.