Laboratórios veterinários negociam produção da vacina contra a Covid-19

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal já iniciou tratativas com o Instituto Butantan e teve respostas positivas

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2021 09h31
EFE/EPA/Owen Humphreys / POO Senador Wellington Fagundes disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro já foi informado sobre a possibilidade

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal está negociando com o governo a possibilidade de produzir vacinas contra a Covid-19 em laboratórios veterinários. O objetivo é permitir que as plantas industriais de imunizantes voltados à saúde animal possam fabricar vacinas inativadas contra a doença. O vice-presidente do Sindan confirmou a negociação nesta segunda-feira, 29, na comissão do Senado Federal que monitora as ações de combate à pandemia.

Segundo Emílio Salani, o sindicato já iniciou tratativas com o Instituto Butantan e teve respostas positivas. “Nós temos condições de produzir grandes volumes de vacinas inativadas no Brasil caso a gente siga as premissas básicas de estarmos trabalhando com o detentor da tecnologia e a tecnologia for de vacina inativada. Não estou falando de vacina de engenharia genética, vacina recombinantes. Nós iniciamos algumas tratativas com o Butantan, eles responderam e nessa primeira abordagem a gente viu que não tem nada estranho a nossa produção.” O sindicato afirma que as maiores empresas da área estão interessadas em contribuir e que as primeiras doses poderiam ficar prontas em um prazo curto.

O relator da comissão, senador Wellington Fagundes, disse que o governo do presidente Jair Bolsonaro já foi informado sobre a possibilidade. “O presidente imediatamente, durante a audiência, já ligou para o ministro pedindo atenção no que vamos discutir agora neste momento.” Caso o governo autorize a produção, o país terá um aumento expressivo da quantidade de vacinas disponíveis, facilitando a imunização em massa no país. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal destaca, ainda, que a produção de vacinas contra a Covid-19 não afetará a fabricação de 300 milhões de doses contra a febre-aftosa acertada com o governo federal para 2021.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini