Leilão da Aneel atrai R$ 7 bilhões em investimentos

Compraram energia as distribuidoras Cemig, Coelba, da Neoenergia, Light e mais 18 empreendimentos hidroelétricos de pequeno porte, quatro usinas eólicas, cinco solares e duas termoelétricas a biomassa; projetos vão iniciar o fornecimento em janeiro de 2026

  • Por Jovem Pan
  • 31/05/2022 10h57 - Atualizado em 31/05/2022 12h53
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Aneel Aneel é investigada por pagamento de propina. Empresa afirma que colabora com as investigações

Leilão de energia regulada envolve 29 projetos de geração, com deságio de 9,36%. Foram negociados 237,5 megawatts num preço médio de R$ 258 por hora ao teto colocado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O certame somou uma potência total de 948 megawatts e investimentos da ordem de R$ 7 bilhões. O gerente de leilões da Aneel, André Patrus Ayres Pimenta, destacou o impacto do deságio: “Esse deságio gerou uma econômica para os consumidores da ordem de RS 1 bilhão, implicando um aumento tarifário evitado de 0,5%. Os investimentos previstos para implantar essas usinas estão na casa de R$ 7 bilhões e o montante financeiro total negociado em leilão na ordem de R$ 9,7 bilhões”.

O leilão foi o primeiro realizado pelo governo neste ano e impôs de maneira inédita também a concorrência entre as fontes eólica e solar, como ressalta o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia, Paulo Cesar Magalhães Domingos. “O preço da eólica contratado, apesar da crise da guerra na Ucrânia, que tem demandado muito dessas duas fontes, a demanda internacional de contratação tanto da energia solar quanto da energia eólica está muito grande, todos os países estão contratando muito projetos de energia solar e eólica, a gente tinha uma expectativa até de que o deságio fosse menor para essas duas fontes. E, se a gente comparar com os leilões do ano passado, o preço da eólica está muito similar”, diz.

O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Rui Altieri, comandou o leilão ao atendimento da demanda das distribuidoras do mercado regulado, que envolve os grandes consumidores de luz. “O resumo da minha fala é que o leilão atingiu os seus objetivos”, pontuou. A CCEE aponta que compraram energia no certame as distribuidoras Cemig, Coelba, da Neoenergia, Light e mais 18 empreendimentos hidroelétricos de pequeno porte, quatro usinas eólicas, cinco usinas solares e duas termoelétricas a biomassa. Os projetos vão iniciar o fornecimento em janeiro de 2026.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos