Liberação de emendas não foi volta ‘à velha política’, diz ministro da articulação política

Só nos primeiros dias de julho foram prometidos mais de R$ 2,5 bilhões de emendas aos parlamentares, contra R$ 1,7 nos primeiros seis meses do ano

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2019 07h17
Divulgação/Agência CâmaraO coordenador político do governo, Luiz Eduardo Ramos, reafirmou o discurso oficial de que não há nenhum tipo de problema, ou discurso contraditório o fato da liberação das chamadas emendas parlamentares ter se intensificado durante a votação da reforma da Previdência na Câmara

Negando a prática da chamada velha política, o novo ministro da secretaria de governo, Luiz Eduardo Ramos, que assumiu a chamada coordenação política do governo, reafirmou o discurso oficial do governo de que não há nenhum tipo de problema, ou discurso contraditório o fato da liberação das chamadas emendas parlamentares ter se intensificado durante a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Só nos primeiros dias de julho foram prometidos mais de R$ 2,5 bilhões, contra R$ 1,7 nos primeiros seis meses do ano. O ministro saiu em defesa do governo e ressaltou que as informações estão sendo divulgadas. Ramos disse ainda que não gosta de ficar falando sobre o que é velha e nova política e que toda vez que se discute o que ele chamou de diferenças conceituais, o clima começa a ficar mais quente.

“Isso é previsto, é democracia, é o processo democrático. Existem recursos impositivos que estão sendo liberados e existem recursos que podem ser liberados num momento crucial de uma votação ou postariormente. Não se criou despesa. O ministro Paulo Guedes é muito firme nisso”, disse Ramos.

A coordenação política tem sido considerada ineficiente e, no Congresso Nacional, o que se comenta é que a reforma da Previdência avança apesar do governo e do presidente Jair Bolsonaro, que muitas vezes acaba gerando apenas ruídos na comunicação com os parlamentares. A avaliação é que a vitória que está sendo conseguida na Câmara seria por conta da atuação do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e não por conta do governo. O ministro, sinaliza com uma certa concordância, mas minimiza as críticas.

“O mérito foi ele ter tido a coragem de conduzir o procesos. Os ruídos sempre acontecem. Ou não são ruídos, são diferenças de opiniões.”

O presidente Bolsonaro, por sua vez, evitar creditar o avanço da reforma à atuação de Rodrigo Maia. Ele nega que a vitória seja do Congresso, embora o ministro Luiz Eduardo Ramos tenha classificado o presidente da Câmara como um verdadeiro estadista.

Nesta sexta-feira (12), os dois almoçaram juntos no bandejão do Palácio do Planalto. Essa não foi a primeira vez em que o presidente almoçou com os funcionários. Ele já se deslocou a pé aqui dentro do palácio, já sacou dinheiro no caixa eletrônico e até atravessou a rua caminhando para participar de uma solenidade lá no congresso nacional.

*Com informações de Luciana Verdolin