Liberação dos saques do FGTS deve ser anunciada na próxima quarta-feira

  • Por Jovem Pan
  • 22/07/2019 06h47 - Atualizado em 22/07/2019 09h48
Marcos Corrêa/PRPresidente disse que questão está sendo resolvida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) espera receber, no início desta semana, a proposta final do Ministério da Economia, que vai permitir saques nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Entre elas, estão a liberação de até 35% do total de contas ativas e a possibilidade, também, do saque de contas inativas. Em contrapartida, o governo pretende limitar retiradas no momento da demissão.

Os detalhes deverão ser anunciados na próxima quarta-feira (24). Bolsonaro se reúne com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a promessa é de que a proposta esteja na mesa dele até amanhã (23) à tarde. No domingo (21), o presidente voltou a afirmar que, no futuro, será preciso decidir entre mais direitos ou mais empregos. Por isso, ele não descartou a possibilidade de o governo reduzir a multa do FGTS para demissões sem justa causa, que hoje é de 40%.

O presidente ressaltou, no entanto, que a decisão será tomada em conjunto depois dele ouvir a opinião de vários setores do governo. “Isso não está na minha mesa, está na mesa do Paulo Guedes. Vai chegar na minha mesa. Quem entende de economia é ele, não sou eu. Dilma entendia de economia, você viu o que ela fez com energia elétrica, com os combustíveis? Vocês viram? Ela entendia de economia, ela é economista.”

O que ficou combinado é que o objetivo é beneficiar, sim, o trabalhador, possibilitando o saque antecipado, o que deverá injetar recursos importantes na economia, sem prejudicar os programas habitacionais que já estão em vigor, como o Minha Casa, Minha Vida, e o financiamento da casa própria. “Nós não queremos desidratar o Minha Casa, Minha Vida, que é importante para quem precisa de uma casa, e não queremos ser irresponsáveis, não”, afirmou o presidente.

Bolsonaro admitiu que a liberação do FGTS é uma medida apenas paliativa, que não vai resolver o problema da economia brasileira. Segundo ele, no entanto, nesse momento de dificuldade orçamentária, é o que se pode fazer. “Nós estamos no sufoco, você não tem alternativa, você está morrendo afogado e tem um canudinho de dez centímetros para você respirar. É o que nós estamos fazendo, é a verdade. Gostaria que não precisasse fazer isso daí”, declarou.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin