EUA: Livro de ex-assessor de Trump está na lista dos mais vendidos antes mesmo do lançamento

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2020 07h15 - Atualizado em 22/06/2020 08h25
Tasos Katopodis/EFENo ano passado foi aberto um processo de impeachment contra Trump, em que ele foi acusado de pressionar a Ucrânia para incriminar o opositor democrata Joe Biden

A Justiça norte-americana negou o pedido de Donald Trump para impedir que o ex-assessor do republicano, John Bolton, publique o livro de memórias da Casa Branca. A publicação acontece na terça-feira (23) e o livro já é o mais vendido na Amazon Americana.

O juiz Royce Lamberth, responsável pelo caso, decidiu manter a divulgação alegando que é “tarde demais para barrar” o lançamento, uma vez que a obra já foi impressa e distribuída para vários países. Mas o magistrado ainda afirmou que a postura do ex-assessor traz preocupações à segurança dos Estados Unidos. “A sala onde aconteceu: um livro de memórias da Casa Branca”, é uma narrativa que traz bastidores da gestão de Donald Trump.

O governo republicano tentou impedir a publicação alegando que a obra contém informações de inteligência confidenciais. John Bolton foi conselheiro de Segurança Nacional e alega irregularidades por parte do presidente, e que ele tem ” a obstrução de Justiça como meio de vida”.

No ano passado foi aberto um processo de impeachment contra Trump, em que ele foi acusado de pressionar a Ucrânia para incriminar o opositor democrata Joe Biden. O ex- assessor acredita que o republicano deveria ter sido investigado pela Câmara não só por essa ação, mas também por ter, segundo Bolton, pedido ajuda à China para aumentar as importações de produtos com o objetivo de impulsionar a própria reeleição.

Bolton trabalhou também nos gabinetes dos presidentes George Bush e Ronald Reagan. Ele foi demitido do conselho de Segurança Nacional do governo Trump em setembro do ano passado.

*Com informações da repórter Camila Yunes