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Lula não sanciona lei que cria Dia da Amizade Brasil-Israel

Presidente não se manifestou sobre a sanção e projeto segue para ser promulgado por Davi Alcolumbre; prazo se encerrou no dia 20 de junho

Victor Trovão

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa. Palácio do Planalto, Brasília - DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa. Palácio do Planalto, Brasília - DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR Foto: Ricardo Stuckert / PR

O líder do Republicanos, deputado Gilberto Abramo (MG), na Câmara dos Deputados expressou descontentamento com a decisão do presidente Lula de não sancionar a lei que institui o Dia da Amizade Brasil e Israel. O projeto de lei, que já havia sido aprovado pelo Congresso Nacional, aguardava a sanção presidencial até 18 de junho. No entanto, o presidente optou por não sancionar nem vetar a proposta, permanecendo em silêncio, uma ação que é permitida constitucionalmente. Como resultado, o projeto será promulgado pelo Congresso Nacional devido à omissão presidencial, com o Senado Federal assumindo a responsabilidade pela promulgação.

A decisão de Lula gerou desconforto entre os líderes do Republicanos, especialmente em meio ao atual conflito no Oriente Médio. O deputado Gilberto Abrama, líder do Republicanos de Minas Gerais e presidente do grupo de amizade Brasil e Israel, divulgou uma nota criticando o presidente. Na nota, Abrama questiona se o problema de Lula é com o governo de Israel ou com o povo israelense, destacando o simbolismo político do silêncio presidencial. A nota também recebeu apoio de outros membros do grupo, como Bia Kicis do PL do Distrito Federal, Diego Garcia do Republicanos do Paraná e Rogéria Santos do Republicanos da Bahia.

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Os membros do grupo de amizade Brasil e Israel afirmaram que continuarão a promover a amizade entre os dois países, independentemente de conflitos ou pressões políticas. Eles enfatizaram a importância de manter laços diplomáticos e culturais fortes, mesmo diante de desafios políticos. O grupo acredita que a amizade entre Brasil e Israel transcende questões governamentais e deve ser cultivada em prol de interesses mútuos e cooperação internacional. O silêncio de Lula ocorre em um momento delicado, após o presidente ter afirmado em 2024 que há genocídio em Gaza, o que irritou o governo israelense e gerou reações negativas. Essa postura de silêncio é vista como uma resposta ao conflito e ao governo de Israel.

*Com informações de Aline Becketty

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*Reportagem produzida com auxílio de IA